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Imagem de Tensão racial persiste na África do Sul 23 anos após “apartheid”
Sociedade 27 out, 2017, 15:04

Tensão racial persiste na África do Sul 23 anos após “apartheid”

Penas pesadas para dois sul-africanos brancos que tentaram queimar vivo um negro

Um tribunal sul-africano condenou hoje dois cidadãos brancos a penas pesadas de prisão por terem tentado colocar um indivíduo negro num caixão, ameaçando incendiá-lo, questão que ilustra a persistência das tensões raciais 23 anos após o fim do "apartheid".

Theo Martins Jackson foi condenado a 19 anos de prisão, com cinco de pena suspensa, e Willem Oosthuizen a 16, com também cinco de pena suspensa, pelo tribunal de Middelburg, no nordeste da África do Sul.

"O comportamento dos acusados (de 29 e 30 anos) foi demasiado desumano e repugnante", frisou a juíza Segopotie Mphahlele, considerando que a atitude de ambos "atiça as tensões raciais" no país.

Os dois agricultores, que se consideraram inocentes durante o julgamento, ouviram nervosamente a leitura da sentença.

A vítima, Victor Mlotshwa, que também assistiu à leitura, mostrou um largo sorriso após a leitura da sentença condenatória, enquanto vários militantes do Congresso Nacional Africano (ANC, no poder na África do Sul) manifestaram alegria pela decisão da juíza.

Os factos aconteceram há cerca de um ano, mas a questão só se mediatizou vários meses mais tarde, após ter sido divulgado na Internet um vídeo filmado com um telemóvel em que mostra o calvário infligido a Victor Mlotsthwa.

No filme, de cerca de 20 segundo, o jovem negro, de 27 anos, surge dentro de um caixão funerário a arder e mostra um dos agricultores a tentar fechá-lo, com a vítima, em desespero, a impedi-lo por todos os meios de o fazer, ao mesmo tempo que grita: "por favor, não me mate".

Durante o julgamento, que suscitou grande interesse na África do Sul, os dois agricultores afirmaram que apenas pretendiam assustar a vítima que, argumentaram, foi apanhada em flagrante a tentar roubar fios de cobre.

Por seu lado, Victor Mlotshwa garantiu que apenas se deslocara a Middelburg através do campo para fazer compras para a mãe, quando foi agredido pelos dois jovens.

Em agosto, o tribunal considerou provadas as acusações de tentativa de assassínio, rapto, agressão e intimidação, deixando os dois arguidos a aguardar em liberdade provisória a leitura da sentença.

Ao ler a sentença, a juíza Mphahlele sublinhou que o caso não é o primeiro incidente do género, mas acentuou que, ao longo do julgamento, os dois acusados "demonstraram claramente uma ausência de remorsos", tendo recusado um apelo dos condenados feito imediatamente após a leitura da pena.

O advogado de defesa dos dois agricultores, Wayne Gibbs, criticou as penas "escandalosamente inapropriadas" e lamentou que a sentença tenha sido influenciada pela imprensa e pela opinião pública.

As reações fora da sala de audiências não se fizeram esperar e o ministro das Comunicações sul-africano, Mmamoloko Kubayi-Ngubene, em nome do Governo, rejubilou-se com a sentença, manifestando a esperança que possa "dissuadir outros autores de atos desumanos e racistas" e "restaurar a confiança na justiça penal".

"Esta condenação reafirma claramente que o racismo, seja qual for, não será tolerado na África do Sul", reagiu, por seu lado, James Masango, dirigente da Aliança Democrática (AD).

Perto de um quarto de século após o fim do sistema de segregação racial ("apartheid") na África do Sul, os ataques racistas continuam a envenenar as relações entre a maioria negra e a minoria branca, em particular nas zonas rurais.

Tal reflete-se também nas desigualdades económicas nos salários entre negros e brancos.

Segundo dados oficiais, 30,1% da maioria negra está desempregada, enquanto a percentagem entre a minoria branca é de 6,6%.

Também de acordo com as estatísticas oficiais, o salário médio mensal dos negros é de 2.800 rands (180 euros), contra 10.000 rands (642 euros) dos brancos.

LUSA

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