Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Aguiar-Branco remete à Comissão de Assuntos Constitucionais acusações “graves” do juiz Ivo Rosa
Foto: RTP
Artigo 11 jun, 2026, 12:28

Aguiar-Branco remete à Comissão de Assuntos Constitucionais acusações “graves” do juiz Ivo Rosa

O presidente da Assembleia da República remeteu para conhecimento dos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais a exposição que recebeu do juiz desembargador Ivo Rosa com acusações “graves” à atuação do Ministério Público em diversos inquéritos-crime.

“Sem formular qualquer juízo sobre o mérito das decisões proferidas nesses inquéritos, nem sobre a bondade da atuação concreta de quaisquer magistrados ou órgãos em causa, não pode deixar de registar-se que a exposição suscita questões de inegável sensibilidade institucional”, salienta-se na missiva que o gabinete de José Pedro Aguiar-Branco enviou à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, a deputada social-democrata Paula Cardoso.

Nesta missiva, à qual a agência Lusa teve acesso, o presidente do Parlamento frisa que esta sua iniciativa “não implica qualquer apreciação” da sua parte “sobre o mérito das decisões proferidas ou sobre a correção jurídica dos atos praticados nos processos em causa”.

José Pedro Aguiar-Branco alega isso sim que se está a limitar “a assegurar o conhecimento, por parte da Comissão de Assuntos Constitucionais, de uma exposição que, pela gravidade dos factos alegados e pela delicadeza das matérias envolvidas, se afigura suscetível de apreciação parlamentar nas sedes próprias”.

Em maio, o juiz Ivo Rosa escreveu ao Presidente da República, António José Seguro, e ao presidente do Parlamento uma carta em que acusa o Ministério Público de o perseguir, difamar e tentar constranger, ao abrir oito inquéritos-crime a decisões judiciais suas – decisões que foram contrárias à posição do Ministério Público.

Nesta carta, Ivo Rosa narra a cronologia e o encadeamento que estarão na base dos oito inquéritos-crime que lhe foram abertos pelo Ministério Público na sequência de decisões que tomou enquanto juiz de instrução criminal, e que se relacionam sobretudo com decisões no âmbito do processo da Operação Marquês, mas também do caso Octapharma.

“Nenhum juiz, muito menos num Estado de Direito como é Portugal, poderá ser ameaçado ou perseguido criminalmente pelo simples facto de o Ministério Público não ter ficado satisfeito com as decisões judiciais por si proferidas. Para além disso, nenhum juiz, quando está no processo de decisão e de aplicação do direito aos factos, jamais poderá ter receio ou medo quanto ao sentido da decisão que irá proferir”, escreveu Ivo Rosa.

Perante estas denúncias, o presidente da Assembleia da República considera que se tratam de questões que “tocam o núcleo do Estado de direito democrático, designadamente a independência dos tribunais e o estatuto dos juízes, incluindo a garantia de irresponsabilidade pelas decisões jurisdicionais, nos termos e limites previstos na Constituição e na lei ordinária”.

José Pedro Aguiar-Branco entende também que as acusações feitas pelo juiz motivam uma reflexão sobre o “enquadramento institucional, o regime de funcionamento e os poderes do Ministério Público, enquanto titular da ação penal, bem como o modo como são exercidos os poderes de direção do inquérito quando estejam em causa magistrados judiciais”.

Por outro lado, na exposição de Ivo Rosa, levantam-se questões como “o recurso a denúncias anónimas como ponto de partida de investigações penais e os critérios de credibilização, filtragem e controlo que a lei estabelece, em especial quando delas resultam medidas intrusivas na esfera jurídica de magistrados e de terceiros”.

Da mesma forma, merecem reflexão matérias como “a sujeição de medidas de recolha e tratamento de dados pessoais – designadamente metadados de comunicações, informação bancária e fiscal e outros elementos sensíveis da vida privada – às exigências constitucionais de legalidade, necessidade, proporcionalidade e reserva de juiz”.

Segundo José Pedro Aguiar-Branco, está sobretudo em causa “a confiança dos cidadãos no regular funcionamento das instituições de justiça, na separação de poderes e na existência de mecanismos eficazes de escrutínio e responsabilização, em particular quando se alegam práticas suscetíveis de ser percecionadas como instrumentalização dos poderes de investigação penal”.

“Atenta a natureza destas questões e a competência material da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, tenho por adequado remeter (…) cópia da referida exposição, para que a mesma possa ser do conhecimento das senhoras e dos senhores deputados e, se assim o entenderem, objeto da ponderação que reputem conveniente, designadamente quanto a eventuais iniciativas de acompanhamento, escrutínio ou reflexão legislativa que entendam justificadas”, acrescenta-se na missiva enviada pelo gabinete do presidente do Parlamento.

Lusa

Pode também gostar

Resgatados sem necessidade de assistência médica

Resgatados sem necessidade de assistência médica

Benfica obtém vitória importante na Reboleira

Benfica obtém vitória importante na Reboleira

Partidos apresentam propostas em debate na rádio pública (áudio)

Partidos apresentam propostas em debate na rádio pública (áudio)

João Luís enalteceu a exibição dos seus jogadores (áudio)

João Luís enalteceu a exibição dos seus jogadores (áudio)

Inscrição para o voto antecipado decorre até 29 de janeiro (áudio)

Inscrição para o voto antecipado decorre até 29 de janeiro (áudio)

À espera d´ Eles sobe ao palco do Baltazar Dias (áudio)

À espera d´ Eles sobe ao palco do Baltazar Dias (áudio)

Vencedores da prova “Escadórios da Humanidade” recebidos na Câmara do Funchal (áudio)

Vencedores da prova “Escadórios da Humanidade” recebidos na Câmara do Funchal (áudio)

Poncha, churros, crepes, cebolas e tabaibos (áudio)

Poncha, churros, crepes, cebolas e tabaibos (áudio)

Albuquerque preocupado com ausência de meios aéreos (áudio)

Albuquerque preocupado com ausência de meios aéreos (áudio)

Campeonato nacional de badminton no Funchal (vídeo)

Campeonato nacional de badminton no Funchal (vídeo)

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026