“A situação atual exige que façamos tudo o que for possível para prevenir uma nova corrida aos armamentos, que ameaça ainda mais a paz entre as nações”, afirmou o Papa no final da audiência semanal, no Vaticano.
O tratado, conhecido pelo nome New Start (Start III), expira na quinta-feira, segundo os respetivos termos.
Assinado em 2010, limita cada uma das partes a 800 lançadores e bombardeiros pesados e 1.550 ogivas estratégicas ofensivas destacadas, prevendo um mecanismo de verificação.
“Amanhã [quinta-feira] expira o tratado New Start, assinado em 2010 pelos presidentes dos Estados Unidos e da Federação Russa”, lembrou o pontífice norte-americano, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Leão disse que o tratado representou um passo significativo para conter a proliferação das armas nucleares e “renovar o fôlego de todos os esforços construtivos” a favor do desarmamento e da confiança mútua.
Considerou ser “mais urgente do que nunca substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética partilhada”.
“Exorto-vos instantemente a não abandonarem este instrumento sem zelarem pelo seu acompanhamento concreto e efetivo”, afirmou, também citado pela agência France-Presse (AFP).
A Rússia anunciou em fevereiro de 2023 a suspensão da sua participação no tratado, sem no entanto se retirar formalmente, indicando que continuaria a respeitar os limites previstos.
De acordo com peritos, a conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação (TNP), pilar da arquitetura de segurança nuclear prevista para abril, em Nova Iorque, corre o risco de terminar num fracasso diplomático.
Perante cerca de 7.000 pessoas, Leão XIV aproveitou ainda a ocasião para pedir apoio para os ucranianos, afetados por novos bombardeamentos contra infraestruturas energéticas.
Lusa