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«Ómicron espalha-se a «ritmo feroz», mas UE está «melhor que há um ano»
Sociedade 17 dez, 2021, 16:39

«Ómicron espalha-se a «ritmo feroz», mas UE está «melhor que há um ano»

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu hoje o «ritmo feroz» de propagação da variante Ómicron do SARS-CoV-2, que causa a covid-19, mas vincou que a União Europeia (UE) está «melhor que há um ano».

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu hoje o «ritmo feroz» de propagação da variante Ómicron do SARS-CoV-2, que causa a covid-19, mas vincou que a Uniã

“Mesmo quando lutamos ainda contra a [estirpe] Delta, sabemos que a variante Ómicron está realmente a ameaçar-nos, está a espalhar-se a um ritmo feroz e tem potencialmente o risco de escapar às nossas vacinas. [Além disso], pelo menos parcialmente, sabemos que os nossos sistemas de saúde estão sobrecarregados neste momento e isto está em parte ligado ao grande número de pacientes não vacinados”, ilustrou a líder do executivo comunitário, falando em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Em declarações prestadas após um Conselho Europeu – que durou mais de 14 horas – dominado em parte pela degradação da situação epidemiológica da covid-19, e numa altura de elevados contágios, a responsável vincou que “a resposta só pode ser aumentar a vacinação, nomeadamente para incluir crianças com mais de cinco anos de idade, e adotar medidas de proteção”.

Ainda assim, “também há esperança”, destacou Ursula von der Leyen, sublinhando que a UE está hoje “numa posição muito melhor do que no ano passado”, nomeadamente por mais de 67% da população total ter já o esquema de vacinação completo, quando há um ano as vacinas ainda estavam a chegar ao espaço comunitário.

Além disso, também a capacidade de produção aumentou, acrescentou a responsável, precisando ser agora possível “produzir 300 milhões de doses de vacinas por mês na UE”.

Tal como tem sucedido há quase dois anos, desde que a covid-19 atingiu a Europa no primeiro trimestre de 2020, a resposta da UE à pandemia voltou hoje a ser um dos assuntos dominantes da cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27, quando muitos Estados-membros voltaram a impor restrições para conter a propagação do vírus e que a nova variante Ómicron já foi detetada em vários países europeus, incluindo Portugal.

Falando sobre a necessária adaptação das vacinas para combater as variantes mais contagiosas, Ursula von der Leyen anunciou que os Estados-membros concordaram “desencadear uma primeira parcela de mais de 180 milhões de doses extra de vacinas adaptadas naquele que é o terceiro contrato com a BioNTech/Pfizer”.

O objetivo é, desde logo, que todas as farmacêuticas com as quais a UE tem contratos assinados desenvolvam estas vacinas adaptadas “no prazo de 100 dias”, prazo após o qual o regulador europeu – a Agência Europeia de Medicamentos – “utilizará o procedimento mais simplificado possível para avaliar qualquer desenvolvimento”, referiu.

No que toca às doses já entregues aos 27, Ursula von der Leyen adiantou que “a Comissão cumpriu os seus compromissos de fornecer aos Estados-membros milhões de doses para levar a cabo as campanhas de vacinação”.

“Na verdade, são mais de mil milhões de doses entregues, e continuamos a encorajar os Estados-membros a encomendar as quantidades necessárias para os meses que se seguem”, salientou, numa alusão também às doses de reforço.

Precisamente sobre as doses de reforço, serão agregadas às informações do Certificado Digital Covid-19 da UE, indicou a presidente da Comissão Europeia, anunciando um ato delegado (que atualiza legislação europeia) sobre esta matéria e os prazos associados (serão agora nove meses).

Na terça-feira, a Organização Mundial da Saúde alertou para a propagação muito rápida, a um ritmo sem precedentes, da variante Ómicron do coronavírus que causa a covid-19.

Já na quarta-feira, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças considerou que a nova variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2 representa um risco “muito elevado” e exige medidas “urgentes e fortes”, de modo a proteger os sistemas de saúde.

C/Lusa 

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