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Medidas aprovadas são «tentativa de equilíbrio»
Sociedade 03 jun, 2021, 13:29

Medidas aprovadas são «tentativa de equilíbrio»

O Presidente da República considerou hoje que as medidas aprovadas na quarta-feira pelo Governo em Conselho de Ministros sobre a pandemia são “uma tentativa de equilíbrio” entre dois “fundamentalismos”, um sanitário e outro que quer maior abertura.

Em declarações aos jornalistas na Embaixada de Portugal em Sófia, no final de uma visita oficial de três dias à Bulgária, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “não se pode negar a realidade”, que é diferente da que se vivia antes da vacinação contra a covid-19.

“Verdadeiramente há uma tentativa – e ontem [quarta-feira] foi o caso – de encontrar um equilíbrio e evitar dois fundamentalismos, um fundamentalismo sanitário, que não reconhece que vivemos hoje numa situação diferente […] e depois um fundamentalismo em termos de abertura, que ignora que há padrões europeus que são adotados pelos países que nos rodeiam”, afirmou.

O chefe de Estado alertou que, se Portugal atingir alguns desses indicadores “sem ser concertado com a Europa”, terá “custos na mobilidade e no turismo”.

Questionado se as medidas aprovadas em Conselho de Ministros – e que passam por manter a atual matriz de risco, mas diferenciar os territórios de baixa densidade populacional – conseguem esse equilíbrio, Marcelo respondeu que vão nesse caminho.

“Eu acho que as medidas que ontem [quarta-feira] foram conhecidas e estão a ser adotadas em vários países europeus são uma tentativa de encontrar um equilíbrio entre dois extremos. E estão sempre sujeitas a atualização, elas apontam para final de agosto, mas todas as semanas há avaliações”, disse.

Para o chefe de Estado, “é fundamental não voltar atrás, não recuar”, apelando a que haja “bom senso” que permita a abertura gradual da economia e da sociedade.

No Conselho de Ministros de quarta-feira, o Governo decidiu manter a atual matriz de risco, mas vai passar a diferenciar os territórios de baixa densidade populacional, em relação aos restantes, que só recuam no desconfinamento se excederem o dobro do limiar de risco atualmente fixado.

"Mantendo a matriz, ela será aplicada distintamente nos territórios de baixa densidade e nos territórios de alta densidade", afirmou o primeiro-ministro, António Costa, explicando que nos primeiros só serão aplicadas restrições se excederem o dobro dos limiares fixados para a generalidade do território nacional.

A atual matriz de risco é composta por dois critérios, o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19, e a taxa de incidência de novos casos de infeção por cem mil habitantes a 14 dias, indicadores que têm servido de base à avaliação do Governo sobre o processo de alívio das restrições iniciado a 15 de março.

C/Lusa 

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