“Neste momento, os militares russos encontram-se no território da República da Bielorrússia, onde recebem a assistência psicológica e médica necessária”, indicou o exército russo num comunicado publicado na rede social do Estado, Max.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou também o regresso de 193 combatentes ucranianos.
“Eles defenderam a Ucrânia em várias frentes. Entre eles encontram-se aqueles contra quem a Rússia instaurou processos penais, bem como feridos”, adiantou na rede social Telegram.
Entre os prisioneiros ucranianos que regressam encontram-se “militares das Forças Armadas, da Guarda Nacional, do Serviço Estatal de Fronteiras, da Polícia Nacional e do Serviço Estatal Especial de Transportes”, precisou o líder ucraniano.
“É importante que as trocas de prisioneiros estejam a ocorrer e que o nosso pessoal esteja a regressar a casa. Agradeço a todos os que trabalham em prol das trocas”, continuou.
Trata-se da segunda troca de prisioneiros deste mês.
A 11 de abril, a Rússia e a Ucrânia tinham trocado 175 prisioneiros de guerra de cada lado, poucas horas antes da entrada em vigor de um cessar-fogo pascal.
As trocas de prisioneiros e de corpos são o único resultado concreto de vários ciclos de negociações diretas entre Kiev e Moscovo, organizadas desde 2025 sob pressão de Washington.
Na quarta-feira, os serviços de informações ucranianos lançaram uma investigação à possível execução de 306 prisioneiros de guerra ucranianos por militares russos desde o início da invasão do país pela Rússia, há mais de quatro anos.
A informação foi confirmada à agência de notícias Ukrinform por Andriy Shvets, chefe do departamento de investigação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), que afirmou que a maioria destes “casos brutais de execuções extrajudiciais de militares ucranianos ocorreram em áreas de Donetsk”, bem como na região russa de Kursk.
Os dados disponíveis, adiantou, incluem “os métodos de execução mais brutais, como a decapitação, as execuções em massa e o esquartejamento”.
As negociações, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada no final de fevereiro por bombardeamentos israelo-americanos sobre o Irão.
A ofensiva russa em grande escala na Ucrânia, lançada em fevereiro de 2022, é o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, causando centenas de milhares de mortos nos dois países, segundo estimativas.
Lusa