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Ex-presidente francês Sarkozy começa hoje a usar pulseira eletrónica
Foto: Reuters
Sociedade 7 fev, 2025, 16:21

Ex-presidente francês Sarkozy começa hoje a usar pulseira eletrónica

O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy começa hoje a usar pulseira eletrónica, após a condenação a um ano de prisão num caso de escutas telefónicas, algo inédito para um antigo chefe de Estado francês, segundo fonte próxima do processo.

A pulseira ainda não tinha sido colocada hoje de manhã, de acordo com a mesma fonte.

“O processo está a decorrer, não tenho qualquer comentário a fazer”, disse a advogada de Nicolas Sarkozy, Jacqueline Laffont, à agência noticiosa France-Presse, que também não teve qualquer comentário da comitiva do antigo Presidente francês.

Nicolas Sarkozy, de 70 anos, foi convocado na semana passada pelo Tribunal de Paris para ser notificado dos termos da sua sentença, que poderá imediatamente a liberdade condicional sob certas condições, tal como é permitido por lei a pessoas com mais de 70 anos.

Segundo o canal BFMTV, o antigo Presidente poderá sair de casa entre as 8h00 e as 20h00, com autorização até às 21h30 nos dias do julgamento.

Sarkozy, que está atualmente a ser julgado no caso das suspeitas de financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007, foi convocado pelo Tribunal de Paris em 28 de janeiro no âmbito da sua condenação por corrupção e tráfico de influências.

Em 18 de dezembro, a condenação de um ano de prisão com controlo eletrónico tornou-se definitiva após a rejeição do recurso pelo Supremo Tribunal francês, tendo o juiz fixado o dia 7 de fevereiro como o início da sua pena com pulseira eletrónica.

O antigo chefe de Estado foi considerado culpado de ter celebrado, em 2014, um “pacto de corrupção” com Gilbert Azibert, juiz de primeira instância do Tribunal de Cassação, juntamente com o seu advogado de longa data, Thierry Herzog.

Este pacto foi feito em troca de um “incentivo” prometido a Gilbert Azibert para um cargo honorário no Mónaco, com os três envolvidos a receberem a mesma pena e o advogado a ser proibido de usar o manto preto durante três anos.

O objetivo era que o juiz tentasse influenciar um recurso apresentado por Nicolas Sarkozy no caso Bettencourt – que envolvia doações feitas ao partido de direita União por um Movimento Popular (UMP) pela herdeira do grupo L’Oréal, Liliane Bettencourt (falecida em 2017), em que a justiça retirou entretanto as acusações.

 

Lusa

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