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Covid-19: Taxistas pedem criação de duas linhas de crédito
Sociedade 09 jun, 2020, 17:17

Covid-19: Taxistas pedem criação de duas linhas de crédito

As associações representativas dos táxis pediram a criação de duas linhas de crédito durante reuniões com os partidos com representação parlamentar, nas quais explicaram a situação “complicada e grave” que o setor atravessa.

Em declarações à agência Lusa, o Presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, explicou que, juntamente com a ANTRAL – Associação Nacional Transportadores Rodoviários Automóveis Ligeiro, as duas associações reuniram com o PS, BE, Chega e PCP, que “compreenderam que o setor precisa de ser apoiado”.

“Fomos tentar transmitir aos partidos a situação complicada e grave que o setor atravessa e conseguimos sensibilizá-los a todos. Todos compreenderam que o setor precisa de ser apoiado tal como a animação turística”, começou por explicar.

De acordo com Carlos Ramos, as soluções apresentadas pelo setor aos deputados dos partidos com assento parlamentar foi a criação de duas linhas de crédito: uma com 80% a fundo perdido para reativar/ reiniciar a atividade e outra para apoio à tesouraria das empresas com juros baixos.

“Nós estamos a pedir cinco mil euros por licença, com 80% a fundo perdido e 20% com juros bonificados e também uma linha de crédito para tesouraria a cinco anos com juros bonificados”, explicou o responsável.

Carlos Ramos acrescentou que hoje em dia já muitos empresários se preparam para entregar as licenças à câmara, fazendo uso da suspensão das licenças de táxi que está prevista na lei desde janeiro de 2019 e que pode chegar a 365 de imobilização.

“Sabemos que há muita gente com frota parada há mais de 30 dias e parece que não se recupera economicamente, a economia não mexe. Esta é uma forma de fugir aos compromissos e responsabilidades, não pagar o seguro automóvel, o call center, não ter compromissos com os empregados”, salientou.

Apesar de reconhecer que muitos empresários que optam por esta solução “não querem dar a cara”, Carlos Ramos deu como exemplo o caso da Autocoope em que, na terça-feira, a empresa vai depositar oito licenças na câmara por não ter condições para se manterem a trabalhar.

“Se a situação continuar, a empresa vai, até ao final de julho, imobilizar 22 licenças”, advertiu, lembrando que há taxistas que fazem “20 euros por dia” e, assim, “não há condições para funcionar.

“A frota, os taxista não conseguem sobreviver. Há muita gente que vai para o desemprego não temos dúvida nenhuma disso”, reiterou.

De acordo com as duas associações, o setor teve uma quebra de mais de 80% na procura e serviços, contando com cerca de 18 mil profissionais sem trabalho e sem rendimentos.

C/Lusa

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