De acordo com o Ministério dos Negócios estrangeiros, trata-se de um elemento da tripulação. “Este cidadão encontra-se bem” e até ao momento o MNE não recebeu qualquer pedido de apoio. Nesta segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde afastou a hipótese de restrições de viagens.
O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, afirmou, em comunicado emitido esta segunda-feira, que “não há necessidade de pânico ou restrições de viagem” e que para as pessoas em geral o risco “continua a ser baixo”.
Além das três vítimas mortais, outras três pessoas estão com sintomas “mas estáveis”, segundo o Ministério da Saúde de Cabo Verde.
A embarcação transporta 147 pessoas, entre passageiros e tripulação e, “deste total, três pessoas apresentam sintomas e foram devidamente avaliadas e assistidas por uma equipa de saúde, encontrando-se atualmente clinicamente estáveis”, detalhou o ministério, em comunicado, sobre a situação a bordo.
O barco com bandeira dos Países Baixos transporta pessoas de várias nacionalidades e permanece parado à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarque e a receber assistência por pessoal vestido com fatos de proteção integral.
“Após avaliação técnica e epidemiológica, as autoridades sanitárias nacionais decidiram não autorizar a atracação no porto da Praia, por precaução”, lê-se ainda no comunicado.
O Ministério da Saúde de Cabo Verde assegurou ainda que “a situação está sob controlo, não existindo, até ao momento, qualquer risco para a população em terra”.
A assistência está a ser coordenada entre as estruturas de saúde, portuárias, com o suporte da OMS e em ligação com as autoridades dos Países Baixos, de onde é originário o navio, e do Reino Unido, país de origem de pelo menos uma das pessoas afetadas.
O navio entrou nas águas de Cabo Verde no domingo e as autoridades sanitárias do arquipélago estão a acompanhar a situação depois de terem sido notificadas de um surto de doença respiratória a bordo, com ocorrência de casos graves e óbitos, como conta, a partir da Cidade da Praia.
Pelo menos um caso de hantavírus foi confirmado em laboratório, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um grupo de vírus raro, associado sobretudo a roedores.
A embarcação fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias.
Segundo informação transmitida às autoridades cabo-verdianas, o navio esteve no Atlântico Sul a visitar diversas ilhas para turismo de observação da vida selvagem.
c/agências