“Termos (…) de garantir que os conteúdos programáticos são atuais e que têm reconhecimento nacional e internacional. Garantir a componente internacional, garantir que se adequam às necessidades da economia moçambicana e outras economias, nomeadamente a economia portuguesa. E nesse sentido, já estaremos a reforçar a parceria porque estamos a dar aos jovens que frequentarem estas ações de formação uma oportunidade de procurar emprego, tanto em Moçambique como em Portugal. É essa a lógica”, disse à Lusa o secretário de Estado adjunto e do Trabalho de Portugal, Adriano Moreira.
“Temos aqui formadores de grande qualidade, temos tido formandos (…) muito bem preparados e a primeira nota é o Governo português reconhecer a importância desta parceria, idêntica a outras que temos noutros países”, afirmou.
Segundo Adriano Moreira, a deslocação a Moçambique serviu também para projetar o futuro da cooperação e lançar o desafio de reforçar a parceria entre os dois países na área da formação profissional.
“O que nós esperamos nesta visita aqui em concreto foi reunir com a instituição e debatermos os planos de atividades para 2026, para discutirmos os cursos que irão ser realizados e as oportunidades que vão ser identificadas no mercado de trabalho, começando a pensar estas formações numa lógica de empregabilidade”, explicou.
O governante acrescentou ainda que o objetivo é acompanhar os formandos após a conclusão dos cursos, avaliando os níveis de inserção profissional.
“O nosso objetivo é começar a atingir taxas acima dos 90%. E os que não conseguirmos, convidar esses jovens para uma reciclagem de formação para conseguirmos um ingresso. Portanto, no fundo é formar para o trabalho”, declarou, sublinhando que a formação ministrada no centro tem reconhecimento em Portugal, permitindo que os jovens candidatem-se a oportunidades em ambos os países.
Segundo o secretário de Estado, a oferta formativa continuará centrada nas áreas da metalomecânica, incluindo soldadura, mecatrónica e manutenção industrial, ajustando os cursos à procura do mercado.
“Vamos dar mais soldadura ou mais mecânica em função da procura da economia”, acrescentou.
O CFPM, inaugurado em 1986, funciona sob um modelo de gestão tripartido e conta com cooperação portuguesa, coordenada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) desde 1999, com apoio do Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica de Portugal e do Centro de Formação Sindical e Aperfeiçoamento Profissional (CEFOSAP), abrangendo diversas áreas técnicas ligadas à indústria metalomecânica e energética.
Durante a visita, o secretário de Estado indicou que Portugal e Moçambique vão continuar a avaliar novas áreas de cooperação na formação profissional, envolvendo instituições públicas e parceiros locais, com vista a reforçar a qualificação técnica da juventude.
Lusa