“[Foi] um discurso excecional, excecional no que disse, excecional na forma como disse, excecional sobre Portugal, Camões, as comunidades, presente e futuro, excecional”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída da cerimónia, que decorreu em Angra do Heroísmo, nos Açores.
Marcelo Rebelo de Sousa não fez mais comentários enquanto se afastava dos jornalistas para cumprimentar várias pessoas que o interpelavam.
O anterior Presidente da República, que deixou o cargo há cerca de três meses, marcou presença nas cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano decorreram na ilha Terceira.
No seu discurso, na cerimónia militar, o Presidente da República, António José Seguro, defendeu a paz, os direitos humanos e a Carta das Nações Unidas e uma “relação de equilíbrio” com os aliados.
António José Seguro insistiu na ideia de que a “autonomia estratégica europeia” é conciliável com a “defesa transatlântica”, acrescentando: “Autonomia não significa isolamento, significa liberdade de decisão e responsabilidade, aperfeiçoando, atualizando e reforçando cooperações bilaterais com os nossos aliados”.
Na ilha Terceira, onde está situada a Base das Lajes, o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas referiu que os Açores estão “num ponto estratégico da relação entre a Europa e o continente americano, entre o Atlântico Norte e as grandes rotas marítimas e aéreas que estruturam a ordem global”.
“Por todas estas razões, é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades e deveres, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico. Sempre no respeito mútuo do que está assumido, seja com um país, seja com a comunidade internacional e com a Carta das Nações Unidas. E na minha perspetiva, uma situação não está dissociada das outras”, afirmou na parte inicial do seu discurso.
Lusa