“Falar de um renascimento nacional como objetivo comum é falar de respeito mútuo. Saudamos qualquer via de diálogo que contribua para consolidar a paz”, lê-se na conta oficial atribuída a Nicolás Maduro na rede social Telegram.
O governo e a oposição venezuelana concordaram, no sábado, discutir “direitos e garantias políticas” na próxima semana, para quando se prevê uma primeira reunião presencial em Caracas.
Num comunicado, citado pela agência EFE, o chefe de negociações do chavismo, Jorge Rodríguez, refere ter mantido uma conversa telefónica com a líder da oposição, Dinorah Figuera, na qual acordaram também discutir a assistência às vítimas do duplo terremoto de 24 de junho e o “fortalecimento da democracia”, sem fornecer detalhes sobre estes assuntos.
O também presidente do parlamento e irmão da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, não especificou nem a data nem o local da primeira reunião presencial em Caracas.
A líder da oposição e Prémio Nobel da Paz Maria Corina Machado, que está exilada no Panamá, não consta da lista de participantes da reunião, escreveu a Agência France-Presse.
Nicolás Maduro está detido desde 03 de janeiro numa prisão em Nova Iorque, depois de ter sido capturado, juntamente com a mulher Cilia Flores, pelos Estados Unidos em Caracas.
O presidente deposto responde por quatro acusações, entre as quais narcoterrorismo.
A mulher, Cilia Flores, enfrenta três acusações.
Ambos rejeitam as acusações que lhes são imputadas.
O início do julgamento de Nicolás Maduro foi marcada para 01 de junho de 2027.
Lusa