“Estamos a falar de um bem público essencial, pago pelos madeirenses, que não pode ser tratado como um simples ativo financeiro para tapar buracos de má gestão ou opções políticas discutíveis”, refere o líder regional do partido, Miguel Castro, citado na nota.
Miguel Castro considera que a eventual alienação representa uma “decisão estrutural, com impacto direto no Estado social regional”, e, por isso, exige “transparência absoluta em todas as fases do processo”.
“Sendo património público, todos os trâmites têm de ser públicos, claros e escrutináveis. Os madeirenses têm o direito de conhecer os estudos, os pareceres, as avaliações e, sobretudo, o destino que se pretende dar a este imóvel”, reforça.
O chefe do executivo madeirense manifestou hoje a intenção de alienar as instalações do Hospital Dr. Nélio Mendonça.
Miguel Albuquerque disse que o imóvel será vendido e a verba arrecadada servirá para apoiar a construção do novo Hospital Central e Universitário da região, atualmente em curso.
O social-democrata assegurou mesmo que a medida “já está decidida”.
“A utilidade [do imóvel] é o que está já consignado, que é nós alienarmos todo aquele espaço e a receita dessa alienação amortizar parte dos custos do Hospital Central e Universitário”, disse aos jornalistas, à margem da abertura do I Fórum Living Care, em Câmara de Lobos.
Lusa