Ryan Routh, de 59 anos, já tinha sido considerado culpado em setembro, por um júri da Florida, em cinco acusações, incluindo tentativa de assassínio de um candidato presidencial.
O caso remonta a setembro de 2024, dois meses antes de o político republicano vencer as eleições para um segundo mandato presidencial nos Estados Unidos.
A juíza distrital Aileen Cannon anunciou a sentença no mesmo tribunal de Fort Pierce que se transformou num caos em setembro, quando Ryan Routh tentou golpear-se no pescoço com uma caneta logo após o júri o declarar culpado em todas as acusações.
Os procuradores tinham pedido prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que Routh não mostrou arrependimento e nunca pediu desculpa.
Um advogado de defesa contratado para a sentença pediu uma pena de 27 anos, referindo que Routh está prestes a tornar-se sexagenário e devia “voltar a experimentar a liberdade, em vez de morrer na prisão”.
Routh recebeu também uma pena adicional de sete anos de prisão por uma das condenações relacionada com porte de arma.
A sentença estava inicialmente marcada para dezembro, mas a juíza concordou em adiar a data depois de Routh ter decidido contratar um advogado só para esta fase, em vez de se representar a si próprio, como fez durante a maior parte do julgamento.
Os procuradores alegaram que Routh passou semanas a planear o homicídio até se esconder, em 15 de setembro de 2024, entre os arbustos com a arma, quando o então candidato republicano jogava golfe, no seu clube de campo em West Palm Beach.
No julgamento, um agente dos serviços secretos testemunhou que, durante uma ronda de segurança, avistou o rosto de Routh na vegetação e o cano de uma espingarda apontado diretamente para ele.
As autoridades policiais norte-americanas intercetaram o veículo de Routh 45 minutos depois de este ter fugido do local e ter sido visto por testemunhas.
Os investigadores encontraram uma espingarda com mira telescópica carregada com 11 balas, uma câmara digital e placas de blindagem capazes de resistir a disparos.
Este caso ocorreu depois de Trump ter sobrevivido a outra tentativa de assassínio durante um comício de campanha em Butler, na Pensilvânia, onde foi ferido na orelha.
O atirador foi morto a tiro no local pelas forças de segurança.
Routh, residente no Havai, tinha várias condenações anteriores por crimes graves, incluindo posse de bens roubados, e uma grande presença ‘online’ a demonstrar desprezo por Trump.
Num livro autopublicado, incentivou o Irão a assassinar o republicano e, a certa altura, escreveu que, como seu eleitor, devia assumir parte da culpa por Trump ter sido escolhido.
Lusa