A caravana do CISET 4×4 prepara-se para atravessar novamente o Atlântico. Nos dias 22 e 23 de agosto, a Ribeira de São Vicente, na ilha da Madeira, recebe a primeira das duas provas que o troféu disputará no arquipélago em 2026.
A segunda ficará reservada para os dias 21 e 22 de novembro, no Porto Santo, onde será disputada a final da temporada. Para já, todas as atenções estão viradas para São Vicente, onde o Super Trial 4×4 chega à sua 19.ª edição e volta também a contar para o Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 2026.
A mudança em relação à jornada anterior dificilmente podia ser maior. No Couço ficaram o rio Sorraia, a areia, a lama e umas águas geralmente mais dóceis. Na Madeira, a competição entra numa ribeira muito mais fechada, com bastante pedra, desníveis e uma água que, por tradição, costuma mostrar um feitio menos colaborante.
São Vicente tem precisamente essa particularidade. O espaço disponível é mais concentrado e a sucessão de passagens das viaturas vai alterando o terreno, abrindo umas trajetórias e estragando outras. Aquilo que funciona numa volta pode não funcionar da mesma maneira na seguinte, sobretudo quando começam a aparecer pedras deslocadas, marcas mais profundas e máquinas já com algumas horas de esforço em cima.
O programa desportivo começa no sábado. O prólogo está marcado para as 19h00, com duas voltas ao percurso, seguindo-se, às 21h00, a primeira manga de resistência.
Unlimited e X-Treme terão uma hora de prova, enquanto Promoção e SSV disputarão 30 minutos.
A hora escolhida para esta primeira resistência já é uma das imagens de marca de São Vicente. Quando a luz desaparece entre as montanhas, os faróis ganham protagonismo e a leitura do terreno torna-se diferente. Para o público, é um dos momentos mais espetaculares do fim de semana; para quem está dentro do carro, provavelmente será melhor perguntar depois.
No domingo chega a manga mais longa. A partida está prevista para as 15h00, com duas horas para Unlimited e X-Treme e uma hora para Promoção e SSV, além do período adicional previsto no regulamento.
É aí que, além da velocidade e da capacidade para ultrapassar os obstáculos, a resistência das próprias máquinas começa a ganhar ainda mais importância. Depois do prólogo e da manga noturna, chegar ao domingo com tudo a funcionar como deve ser já será meio caminho andado.
A lista final de inscritos ainda não está fechada, pelo que, nesta altura, não vale a pena antecipar favoritos. Há, no entanto, um dado que começa a ficar claro: Madeira e Continente deverão voltar a apresentar duas representações fortes.
É uma das componentes que costuma dar interesse adicional a São Vicente. As equipas continentais chegam com o ritmo adquirido ao longo do CISET, enquanto os madeirenses estarão naturalmente interessados em fazer valer o fator casa. Não será propriamente uma novidade, mas costuma resultar numa boa disputa dentro da pista.
Depois da passagem pelo Couço, o CISET troca assim as longas travessias do Sorraia por um desafio bastante diferente. Sai a areia, entram muitas rochas. Sai um rio largo, entra uma ribeira apertada entre montanhas. Desaparecem os arrozais do Vale do Sorraia, surge o imponente Oceano Atlântico.
É este o cenário para mais uma edição do CISET 4×4 São Vicente, que se espera seja, como habitualmente, memorável.
Nos dias 22 e 23 de agosto, será novamente este cenário a receber máquinas e equipas para dois dias de Trial 4×4 em São Vicente.
O XIX Super Trial 4×4 São Vicente Madeira 2026 é organizado pelo Clube Desportivo Nacional, em parceria com a Associação Portuguesa Trial Extremo, com o apoio da Direção Regional de Turismo e da Câmara Municipal de São Vicente.
O Troféu CISET 4×4 é promovido pela X-Adventure, sob a égide da FPAK, com o apoio da Lucrofusão, Rafael & Gomes, Ziggaworks, Motorin e Mundimat, contando ainda com a parceria do TodoTerreno.pt e da ImagensDesportivas.pt.