Na quarta-feira passada, o tribunal de segunda instância considerou culpados de “pertença e direção de uma organização criminosa” o fundador e antigo líder da Aurora Dourada, Nikos Michaloliakos, e um ex-eurodeputado, Yannis Lagos, cabendo ainda à presidente do tribunal, Fotini Athanassiou, decidir sobre as penas a aplicar-lhes.
Outros quatro antigos dirigentes do partido atualmente desaparecido da arena política grega foram condenados à mesma pena de prisão, no final deste longo julgamento de recurso iniciado em junho de 2022.
Alguns, entre os quais Yannis Lagos, já estão atrás das grades desde a sua condenação em primeira instância, em 2020.
Entre os crimes atribuídos ao partido neonazi Aurora Dourada, que possuía deputados no parlamento grego no auge da crise financeira, estão o espancamento de pescadores egípcios em 2012 e o assassínio do ‘rapper’ antifascista Pavlos Fyssas em 2013.
O autor, Giorgos Roupakias, foi condenado por homicídio e sentenciado a prisão perpétua.
No total, 42 dirigentes da Aurora Dourada foram julgados em segunda instância, após um julgamento inicial de cinco anos.
Lusa