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Rússia admite morte de 498 soldados russos na invasão
Sociedade 02 mar, 2022, 19:28

Rússia admite morte de 498 soldados russos na invasão

O Ministério da Defesa russo admitiu hoje a morte de 498 soldados russos na guerra que iniciou há sete dias contra a Ucrânia, além de 1.597 militares feridos.

A informação, a primeira que a Rússia divulga desde que a guerra começou, a 24 de fevereiro, foi fornecida pelo porta-voz da Defesa russo, Igor Konashenkov, num comunicado.

“Lamentavelmente, entre os nossos camaradas que participam na operação militar especial, há perdas: 498 militares russos morreram no cumprimento do seu dever. Oferecemos toda a ajuda possível às famílias dos mortos”, declarou.

A vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Malyar, disse hoje que, segundo dados preliminares de Kiev, são 5.840 os soldados russos mortos até agora na guerra.

O major-general russo sublinhou que na ofensiva não participam nem recrutas do serviço militar geral, nem cadetes dos centros de estudos militares da Rússia.

“As informações difundidas por muitos meios de comunicação ocidentais e alguns russos sobre as supostas ‘incontáveis’ baixas russas são desinformação deliberada”, afirmou.

De acordo com Konashenkov, as baixas entre as forças ucranianas são consideravelmente maiores e ascendem a 2.870 mortos e cerca de 3.700 feridos.

“Segundo dados confirmados, o número de militares ucranianos prisioneiros é de 572 pessoas”, acrescentou.

O militar russo afirmou que, no âmbito da ofensiva, as Forças Armadas russas destruíram 47 aviões ucranianos em terra e 13 no ar, 484 tanques e blindados, 63 lançadores múltiplos, 217 peças de artilharia, 336 equipamentos especiais de combate e 47 ‘drones’ (aparelhos aéreos não-tripulados).

No total, indicou, a Rússia destruiu 1533 alvos militares, entre os quais 54 centros de controlo e comunicações, 39 sistemas de mísseis antiaéreos e 52 radares.

“Os militares russos, o Exército russo, estão a cumprir dignamente a sua missão, estão a erradicar a ameaça real à Rússia proveniente do território ucraniano – um território no qual, contra a vontade do povo ucraniano, iriam futuramente surgir bases da NATO e armas nucleares”, concluiu.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades.

As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

Lusa

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