Em declarações à RTP ao início da tarde, Emídio Sousa explicou que os 13 portugueses que vivem no Irão ainda não avançaram com qualquer pedido de repatriamento e que foram registados “casos de pessoas que estavam em viagem e que foram surpreendidas pelos acontecimentos e pelo encerramento do espaço aéreo”.
O secretário de Estado das Comunidades disse ainda não estar feita a contabilização do número de portugueses em viagem e que contactou o Governo, tendo recomendado a inscrição do gabinete de emergência consular.
“Estamos a acompanhar em permanência. Temos tido muitos contactos com os cidadãos. Temos já criados grupos de ‘whatsapp’, temos recebido contactos até de familiares aqui de Portugal e recomendamos sempre que as pessoas se inscrevam no gabinete de emergência consular”, explicou Emídio Sousa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Lusa