Relativamente a outros pedidos ao abrigo do EUCPM, e tendo em consideração que este mecanismo corresponde ao último nível do princípio da subsidiariedade, bem como o facto de, até ao momento, não se encontrarem esgotadas as capacidades e os meios dos níveis inferiores (local, regional e nacional), não foram formalizadas solicitações adicionais”, adiantou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Num comunicado publicado nas redes sociais, a ANEPC adiantou que Portugal, através do EUCPM, ativou o serviço Copernicus Emergency Management Service às 13:40 de 28 de janeiro, dia em que parte do território nacional foi severamente atingido pela depressão Kristin.
“Esta ativação decorre da necessidade de recolher imagens de satélite das áreas afetadas nas sub-regiões de Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste, bem como de proceder à produção de produtos de análise de impacto da depressão Kristin”, explicou.
A autoridade nacional salientou ainda que se mantém em contacto permanente com o Emergency Response and Coordination Centre (ERCC) para eventual acionamento em caso de necessidade.
A Comissão Europeia indicou hoje que o Governo português ainda não pediu a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil para responder à crise gerada pela depressão Kristin, mas recorreu ao sistema de imagens por satélite Copernicus.
“Até agora, o Governo português ainda não pediu apoio ao abrigo do Mecanismo [Europeu de Proteção Civil]. Saliento que é até agora, porque obviamente a situação está a evoluir e é normal que, em situações de crise, os governos avaliem as necessidades dia-a-dia”, afirmou em conferência de imprensa a porta-voz da Comissão Europeia Eva Hrncirova.
A porta-voz salientou, no entanto, que o Governo recorreu ao sistema de mapeamento por satélite Copernicus, que “é muito útil neste tipo de crises, porque fornece uma visão situacional, fornece avaliações de danos e os governos conseguem ver claramente, por satélite, qual é a dimensão do desastre”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Lusa