Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Portugal ergueu a mais antiga capela do Índico e agora apoia reabilitação
Sociedade 08 abr, 2023, 13:04

Portugal ergueu a mais antiga capela do Índico e agora apoia reabilitação

A capela mais antiga do Índico foi construída por portugueses há 500 anos e vai ser requalificada em 2023, com um projeto recheado de história e detalhes.

O projeto de reabilitação bebeu do misticismo e espanto que a edificação provoca a quem a visita, explica o arquiteto autor do trabalho. “Durante dias em que estive na capela, pude presenciar visitantes que se prostravam, que se ajoelhavam, faziam orações, mesmo alguns que não eram religiosos admiravam a imponência do local”, conta o arquiteto Muahammad Cássimo à Lusa.

“Eles sentiam o peso” da história do local.

Foi numa noite estrelada de luar que pensou que “com uma luz discreta, amarela”, a capela ganharia um entorno à altura das reações dos visitantes, num ambiente que passaria a estar acessível durante visitas noturnas.

A iluminação está prevista e orçada e vai ser uma realidade. Além disso, a capela de Nossa Senhora do Baluarte ostenta várias características raras, capazes de provocar espanto.

É a construção de alvenaria mais antiga de toda a costa africana do oceano Índico, mais antigo edifício europeu hoje de pé, assente num banco de coral, mesmo à beira do mar (numa das marés vivas de 2021, as ondas cobriam-na, conta o guia) e nasceu mesmo antes de ser construída a fortaleza da ilha de Moçambique, que mais parece um gigante ao seu lado.

O edifício resistiu a ataques contra a armada portuguesa, venceu ciclones, mas agora tem a base esventrada por cinco séculos de marés e o esqueleto corroído pelo salitre, impregnado pelo vento.

Os governos de Portugal e Moçambique e a construtora Mota Engil assinaram em fevereiro um memorando de entendimento para a reabilitação que deverá arrancar em maio.

“Um dos maiores problemas são as falhas no baseamento”, cuja muralha “foi descomposta”, deixando a sustentação ameaçada por “buracos que chegam a três metros” de profundidade, por onde as ondas entram e tiram os aterros, ficando as pedras sem suporte.

No limite, se nada se fizesse, parte da capela podia colapsar nas ondas.

Mas o restauro da base mostra como o trabalho vai ter várias peculiaridades: naquela secção só vai ser possível trabalhar com a maré baixa e com cuidados acrescidos.

Além disso, na capela, “há elementos arquitetónicos que podíamos até chamar de arqueológicos” e para a recuperação dos quais se requer a presença de especialistas moçambicanos e portugueses, como é o caso de um túmulo emparedado que foi vandalizado.

“Aqui há 12 túmulos, todos de pessoas importantes”, explica Momade Raisse, guia da fortaleza de São Sebastião e da capela de Nossa Senhora do Baluarte.

Aponta para alguns e vai recitando as descrições com que recebe os visitantes: “um bispo sepultado em 1588”, um “governador-geral do século XIX” e um outro túmulo “que não conseguimos distinguir, porque a escrita desapareceu há muito tempo”.

Todos os dias, das 08:30 às 16:30, é possível visitar a capela, mas é aos fins-de-semana que as visitas costumam aparecer, descreve à Lusa.

Raisse não sabe quando é que ali houve uma missa pela última vez, mas o misticismo persiste e já houve visitantes a deixar dinheiro na pedra do altar, como num ofertório, apesar de o interior estar igualmente despido, corroído e manchado pela humidade.

O guia tem cuidado onde põe os pés na zona do “nártex”, ou seja, numa espécie de alpendre largo cuja cobertura ruiu faz tempo, à entrada da capela, no mesmo sítio onde permanece o resto de um púlpito e de uma parede, cuja pedra parece ter sido trazida de Portugal.

“Todas as decisões no projeto de recuperação foram pensadas para dar maior durabilidade” à capela, explica Muhammad Cássimo, que espera que as “gerações vindouras” reforcem os cuidados de manutenção de um património histórico valioso e com forte potencial de atração turística.

“Estamos a introduzir algumas técnicas, porque não sabemos se vamos ter outra oportunidade destas” no âmbito dos trabalhos de recuperação, destacou à Lusa.

Por exemplo, a argamassa do reboco vai ser preparada para durar mais tempo e estão previstos tampos móveis para evitar a entrada da água durante marés vivas.

Os ciclones que sempre fizeram parte da costa moçambicana estão agora “mais frequentes” e o projeto reforça essa resistência às intempéries, acrescentou.

O arquiteto e a capela são velhos conhecidos.

Muhammad Cássimo, 38 anos, é natural da Ilha de Moçambique e só saiu da província para se formar em arquitetura, uma via escolhida porque desde miúdo brincava entre ruínas de edifícios – a Ilha foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1991 e a fortaleza e a capela são só dois dos vários edifícios classificados.

“A minha meta: quando mais casas reabilitar, melhor. Quando acabei o curso, voltei”, conta à Lusa, um regresso em que acompanhou o arquiteto José Forjaz na reabilitação da capela em 1997.

Já ali passou muitas horas, diz que até mapeou fissuras que depois viu crescer e tornarem-se fendas bem visíveis.

“Já fiz viagens noturnas” e os navegadores de ‘dhow’ – embarcação à vela da região – dizem que a capela iluminada “vai facilitar-lhes a vida”, sobretudo em dias de mar agitado e quando na ilha não há energia.

A requalificação vai reavivar a função de vigia no acesso ao mar alto que há 500 anos fez com que a contruíssem no extremo norte da ilha (que haveria de ser a primeira capital de Moçambique), encavalitada sobre pedras de coral, à espreita da rota da Índia.

Pode também gostar

Noah encontrado sem roupa

Noah encontrado sem roupa

ARAE mandou fechar 6 estabelecimentos comerciais na Noite do Mercado (vídeo)

ARAE mandou fechar 6 estabelecimentos comerciais na Noite do Mercado (vídeo)

Medidas restritivas prolongadas até maio

Medidas restritivas prolongadas até maio

Começou hoje o voto antecipado dos deslocados no estrangeiro

Começou hoje o voto antecipado dos deslocados no estrangeiro

França com mais de 66 mil infeções

França com mais de 66 mil infeções

Investigador do Conservatório participa hoje no XI Simpósio de Musicologia

Investigador do Conservatório participa hoje no XI Simpósio de Musicologia

Taxa de juro e prestação média do crédito à habitação continuam a baixar na Madeira

Taxa de juro e prestação média do crédito à habitação continuam a baixar na Madeira

Covid-19: Portugal contabiliza mais 19 mortos e 1.856 infetados

Covid-19: Portugal contabiliza mais 19 mortos e 1.856 infetados

Estudo sobre o lixo marinho nas praias do Funchal (vídeo)

Estudo sobre o lixo marinho nas praias do Funchal (vídeo)

Brexit: Chefes de governo escocês e galês defendem demissão de Boris Johnson

Brexit: Chefes de governo escocês e galês defendem demissão de Boris Johnson

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026