Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Pintar unhas para «não roubar ninguém»
Sociedade 05 jun, 2021, 17:02

Pintar unhas para «não roubar ninguém»

Fabião Mucandzi, 22 anos, carrega ao ombro uma ripa de madeira com dezenas de furos onde está encaixado um arco-íris: em cada furo está preso um frasquinho colorido de verniz para as unhas que aplica nas ruas de Maputo.

“Faço isto para não ter de roubar ninguém. A partir daqui consigo comprar crédito [saldo do telemóvel] e Internet para sustentar os meus estudos e fazer outras coisas”, conta à Lusa.

Sentado na paragem de transportes coletivos, enfrenta a azáfama da Praça dos Combatentes em busca de clientes há quase quatro anos, na ambição de conseguir financiar os seus próprios estudos.

“Com o coronavírus, nada está a andar. Está difícil para mim pagar as mensalidades da escola. Está tudo parado. Por vezes tenho de fazer empréstimos para pagar a mensalidade”, lamentou.

Apesar do futuro incerto, para Fabião, mais do que um negócio para escapar ao desemprego, cuidar das unhas é uma “arte”.

“Eu considero o meu trabalho uma arte. A arte que eu tenho nas mãos e que estou a partilhar com outras pessoas”.

Foi a mesma “arte” que conquistou Bibi de Fátima, uma entre várias mulheres moçambicanas que preferem recorrer à manicure de rua em Maputo.

“Eu faço as unhas aqui porque gosto do trabalho deles, são acessíveis e são simpáticos. Por isso eu opto por eles”, diz, enquanto espera pelo autocarro.

De pé esticado, observa a arte de Fabião, dedo a dedo, imune à agitação em redor, na Praça dos Combatentes.

Belgito Carlitos, 24 anos, fugiu da fome no interior de Inhambane em 2014 e hoje, em Maputo, ganha a vida como manicure de rua.

O sonho de uma vida melhor na capital começou na infância sofrida nos subúrbios de Inhambane, a 478 quilómetros da capital, e não tardou até Carlitos descobrir uma vocação: cuidar das unhas dos pés e das mãos dos seus clientes – apesar do estigma e preconceito que os homens sofrem neste tipo de profissão, principalmente no meio rural.

“Comecei observando o que os outros faziam. Primeiro vendi brincos [nas ruas de Maputo] e depois comecei a pintar unhas. Hoje, já sou profissional”, diz de peito cheio à Lusa, enquanto trata de uma das suas clientes.

Simples, rápido e barato, com os preços a variarem entre cinco meticais (0,06 cêntimos de euro) e 250 meticais (três euros), o tratamento de Belgito é quase sempre banhado de cores.

Após quase oito anos, diz que é famoso no seu bairro – até já conseguiu instalar um pequeno salão no interior de Laulane, subúrbios de Maputo.

Mas com o impacto das restrições impostas pela pandemia de covid-19, os clientes estão a desaparecer e as contas começam a apertar.

“Antes do coronavírus, conseguíamos tratar, por dia, 10 a 15 pessoas, mas agora não estamos a conseguir muito dinheiro”, diz, acrescentando, no entanto, que “ainda dá para pagar a renda” de casa que divide com os seus colegas.

C/Lusa 

Pode também gostar

Vereda condicionada por eucaliptos preocupa agricultores (vídeo)

Vereda condicionada por eucaliptos preocupa agricultores (vídeo)

Centenas de passageiros afetados pelos cancelamentos (vídeo)

Centenas de passageiros afetados pelos cancelamentos (vídeo)

Funchal recebe 2.º Encontro Internacional de Materiais Avançados para aplicações na saúde

Funchal recebe 2.º Encontro Internacional de Materiais Avançados para aplicações na saúde

Covid-19: Escola no Funchal ativou plano de contingência devido a aluno com teste positivo

Covid-19: Escola no Funchal ativou plano de contingência devido a aluno com teste positivo

Nova direção do Sindicato dos Jornalistas tomou posse (áudio)

Nova direção do Sindicato dos Jornalistas tomou posse (áudio)

AIDAnova é o segundo navio a cancelar passagem de ano

AIDAnova é o segundo navio a cancelar passagem de ano

Riqueza das famílias cresceu entre 2017 e 2020 e rácio de endividamento baixou

Riqueza das famílias cresceu entre 2017 e 2020 e rácio de endividamento baixou

Vento superior a 30 nós e a presença de outro navio no Porto do Porto Santo impediram a atracagem (áudio)

Vento superior a 30 nós e a presença de outro navio no Porto do Porto Santo impediram a atracagem (áudio)

Farmácias vão passar a entregar medicamentos urgentes à noite

Farmácias vão passar a entregar medicamentos urgentes à noite

Horários do Funchal em greve nos dias 28, 29 e 30 de julho

Horários do Funchal em greve nos dias 28, 29 e 30 de julho

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026