Na sua página na Internet, o MP adianta que esta nova campanha de cibercrime “passa pela expedição massiva de mensagens por meio da plataforma WhatsApp, para indiscriminadas potenciais vítimas”, nas quais é referido que o destinatário tem uma dívida à Segurança Social, razão pela qual esta instituição pública vem reclamar o respetivo pagamento.
Segundo o alerta, o “método criminoso” consiste “na remessa, por telefone, de mensagens escritas de forma indiscriminada e massiva, para inúmeros destinatários”.
Para o efeito são usados cartões telefónicos de redes nacionais, com o número chamador oculto, ou cartões telefónicos pré-pagos, sendo que no caso desta campanha agora detetada o remetente surge referenciado apenas como “Seg-Social”.
Nas mensagens consta uma suposta notificação, efetuada pela Segurança Social, advertindo vagamente da existência de uma dívida, que deverá ser paga de imediato, porque o respetivo prazo está a expirar.
Em alguns casos, acrescenta o MP, a mensagem adverte mesmo que existe já um processo de penhora pendente.
“Invariavelmente é impressa a sensação de urgência e instado o destinatário a pagar de forma expedita. Com esta formulação, pretendem os criminosos que a vítima reaja urgentemente, precipitando o pagamento impulsivo e pouco refletido da quantia em causa”, explica.
Na publicação, o MP sublinha que “estas mensagens não são remetidas pela Segurança Social, nem por qualquer outra entidade por ela autorizada a fazê-lo”.
“Embora aleguem ter origem naquela entidade pública, essa menção é falsa e tem como único propósito convencer as vítimas a efetuarem pagamentos a terceiros – de cujos montantes estes últimos se apoderarão indevidamente”, destaca a publicação.
Para que o falso pagamento possa ser efetuado, os burlões incluem na mensagem um ‘link’ que, supostamente encaminha para uma página da Segurança Social na Internet (“Segurança Social Direta”).
“Logo que se acede, de imediato é exibida informação respeitante à alegada dívida: uma suposta referência processual interna, o respetivo valor, com a menção, em sublinhado e a vermelho, “pagamento em atraso” e ainda um botão com a referência ‘pagar agora’.
Premindo esse botão, são exibidos dados para permitem fazer o pagamento pelo sistema bancário, em caixas ATM (Multibanco) ou por via de homebanking. Tais dados são obtidos, pelos criminosos, junto de entidades financeiras disponíveis no mercado, que prestam tais serviços a terceiros”, esclarece o Ministério Público.
O MP refere ainda que esta página fraudulenta tem sido disponibilizada em diversos fornecedores de serviços na cloud2, que permitem a aquisição e pagamento de domínios online, sem verificação de identidade.
“É recomendável que se avaliem cautelosamente as mensagens eletrónicas desta natureza que sejam recebidas. Não deve responder-se às mesmas, devendo antes tais mensagens ser comunicadas ao Ministério Público ou aos órgãos de polícia criminal”, devendo as mesmas ser ignoradas, sem se lhe dar qualquer sequência.
Lusa