A Região Autónoma da Madeira é a zona do país com maior prevalência de doenças crónicas ou problemas de saúde prolongados, atingindo 47,5% da população, de acordo com os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor supera a média nacional, fixada nos 44,1%.
Em contraste, o Algarve apresenta a menor incidência, com 38,5% da população afetada, evidenciando assimetrias regionais significativas no estado de saúde dos portugueses.
Os dados revelam também diferenças marcadas entre grupos populacionais. As mulheres apresentam maior prevalência de doenças crónicas do que os homens, sendo igualmente mais afetadas as pessoas idosas e aquelas com níveis mais baixos de escolaridade.
No que diz respeito à condição perante o trabalho, os reformados destacam-se como o grupo mais atingido, com 70,3% a reportar problemas de saúde prolongados. Seguem-se os desempregados, com 43,3%, e a população empregada, com 32,5%.
Entre as principais patologias identificadas estão as doenças do aparelho circulatório e os cancros, que lideram as causas de problemas de saúde prolongados na população.
Os dados agora divulgados reforçam a necessidade de políticas de saúde pública direcionadas, especialmente nas regiões e grupos mais vulneráveis, com vista à prevenção e gestão eficaz das doenças crónicas em Portugal.