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Israel liberta prisioneiro que esteve em greve de fome 131 dias
Sociedade 05 dez, 2021, 16:57

Israel liberta prisioneiro que esteve em greve de fome 131 dias

As greves de fome são comuns entre prisioneiros palestinianos e têm ajudado a garantir inúmeras concessões pelas autoridades israelitas.

As autoridades israelitas libertaram hoje um conhecido recluso palestiniano, duas semanas depois de um acordo que pôs fim à sua greve de fome de 131 dias, avançou uma organização de defesa dos direitos dos presos.

Kayed Fasfous, de 32 anos, foi enviado para um hospital israelita quando pôs fim à sua greve de fome, em 23 de novembro.

Fasfous tornou-se uma figura de referência ao liderar outros cinco grevistas de fome que protestavam contra a polémica política israelita de “detenção administrativa”, que permite que suspeitos fiquem detidos indefinidamente sem acusação.

Segundo Israel, a política é necessária para manter suspeitos perigosos trancados de modo a não poderem revelar informações confidenciais que possam expor fontes valiosas.

Palestinianos e grupos de direitos humanos dizem que a prática nega o direito à Justiça e a um processo judicial, permitindo que Israel mantenha prisioneiros durante meses ou até anos sem apresentar provas contra eles. A lei raramente é aplicada aos israelitas.

O Clube de Prisioneiros Palestinianos, organização que representa atuais e ex-prisioneiros, confirmou que Fasfous voltou hoje para casa, na Cisjordânia ocupada, passando por um posto de controlo militar perto da cidade de Hebron, no sul do país.

Um vídeo divulgado ‘online’ mostrou, entretanto, o ex-recluso numa cadeira de rodas a comemorar o regresso à sua cidade natal, Dura, no sul do país.

A situação dos seis grevistas de fome gerou manifestações de solidariedade na Cisjordânia ocupada por Israel e em Gaza, durante o mês de novembro, aumentando a pressão sobre Israel para que libertasse os detidos.

Desde então, pelo menos quatro dos cinco outros grevistas de fome assinaram acordos com as autoridades israelitas e puseram fim aos seus protestos, devendo ser libertados nos próximos meses.

As greves de fome são comuns entre prisioneiros palestinianos e têm ajudado a garantir inúmeras concessões pelas autoridades israelitas.

As origens destas greves variam entre protestos de pessoas contra detenções sem acusação formal até reivindicações de grupos a pedir melhores condições nas celas.

Cerca de 500 dos 4.600 palestinianos detidos em Israel estão em detenção administrativa, de acordo com um outro grupo palestiniano de defesa dos direitos dos prisioneiros, chamado Addameer.

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