A primeira vítima, abatida a tiro, foi identificada como Maher Harb Ahmed Samur, de 43 anos, segundo uma fonte do hospital Nasser, cuja morgue recebeu o corpo.
Pouco depois, de acordo com testemunhas, soldados de uma unidade especial mataram um palestiniano e levaram outro, cujo cadáver foi pouco depois encontrado coberto de sangue no bairro de Qarara, no norte da cidade de Khan Yunis.
Os dois cadáveres foram também transportados para o hospital Nasser.
Ao mesmo hospital chegou na terça-feira um palestiniano ferido com gravidade, ao acionar um projétil não-detonado, e morreu pouco depois, segundo fontes médicas.
De acordo com o Ministério de Saúde da Faixa de Gaza, além dos 636 mortos, mais de 1.700 palestinianos foram feridos por fogo israelita nestes quase cinco meses de vigência do cessar-fogo, ao passo que cerca de 750 corpos foram recuperados de entre os escombros.
Quase diariamente, Israel bombardeia de forma esporádica ou dispara contra palestinianos que, alega, se aproximam demasiado das tropas ou atravessam a linha amarela – a demarcação não explícita em que continuam destacadas e a partir de onde ainda controlam militarmente mais de metade do enclave palestiniano.
O cessar-fogo visou pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
A retaliação de Israel fez mais de 72.100 mortos – entre os quais mais de 20.000 crianças – e cerca de 171.800 feridos, na maioria civis, indicam números atualizados (com as vítimas das violações diárias do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.
Lusa