Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
Especialistas querem medicamentos para obesidade comparticipados
Foto: DR
Sociedade 28 out, 2024, 10:58

Especialistas querem medicamentos para obesidade comparticipados

Os especialistas defendem a comparticipação de medicamentos específicos para tratar a obesidade e, para melhorar o acesso a consultas e tratamentos, pedem uma adaptação dos modelos de incentivo e contratualização nos hospitais e centros de saúde.

Em declarações à Lusa no dia em que a Assembleia da República acolhe uma conferência para debater as soluções para agilizar o acesso a consultas e tratamentos, a presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) lembrou que, 20 anos depois de Portugal considerar a obesidade uma doença crónica, “muito pouca coisa foi feita”.

“É preciso tomar medidas. Há todo um processo assistencial integrado de obesidade que é preciso pôr em prática”, disse Paula Freitas, referindo que é preciso aumentar o acesso.

Destacou a importância do tratamento farmacológico na obesidade e insistiu na necessidade de ”pensar também em modelos de comparticipação”.

A presidente da SPEDM considerou ainda que “este é o momento ideal” para agir e pediu que o tratamento da obesidade “seja uma prática na realidade e não apenas um programa no papel”.

Na conferência, que contará com a presença da diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, e do diretor executivo do Serviço Nacional e Saúde (SNS), Gandra d´Almeida, a SPEDM e a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) vão apresentar um pacote de quatro medidas para o combate da obesidade em Portugal.

Além da publicação do Processo Assistencial Integrado (PAI) da Obesidade, que estava previsto num despacho governamental de 2023, as sociedades apontam a necessidade de reforçar as ferramentas para garantir o acesso e monitorização, sugerindo um sistema de incentivos que inclua métricas “que impulsionem o reforço da resposta de cuidados” no controlo e combate à obesidade.

Paralelamente ao tratamento cirúrgico, a SPEDM e a SPEO chamam a atenção para a necessidade de otimizar as vias de acesso à consulta especializada e multidisciplinar de obesidade, comparticipar o tratamento farmacológico – “acompanhando a realidade de outros países europeus” – e definir critérios de acesso a estes tratamentos.

“Quando nós tratamos de obesidade, não estamos só a tratar a obesidade, estamos a tratar mais de 200 doenças associadas e estamos a tratar mais de 13 tipos de cancro”, sublinhou a presidente da SPEDM.

A este respeito, o presidente da SPEO, José Silva Nunes, recordou que a sociedade ainda a vê como uma questão estética e um problema “imputada ao indivíduo”.

“Parece que a pessoa tem obesidade porque escolheu. A obesidade é uma doença crónica, é multifatorial, é extremamente complexa e, à luz do conhecimento atual, não sabemos efetivamente o que está envolvido na sua génese”, afirmou, acrescentando: “Mas uma coisa sabemos, é que não é uma escolha individual. Há uma componente genética”.

Defendeu que a prioridade deve ser “combater a iniquidade de acesso”, tanto nas consultas como nos tratamentos, e lembrou que para as cirurgias “só é elegível uma pequena percentagem das pessoas, que têm graus de obesidade severa”.

José Silva Nunes disse que as estratégias de prevenção não têm uma eficácia de 100% e questionou: “falhando a prevenção, uma vez desenvolvida a obesidade, se a pessoa não tiver critério para fazer a intervenção cirúrgica o que fazer?”.

O presidente da SPEO chamou a atenção para a importância da ajuda dos medicamentos e sublinhou que a comparticipação, apesar de sair cara ao Estado, é um investimento que acaba por ser compensado a médio/longo prazo.

Aqui, apontou a necessidade de criar, em Portugal, um grupo farmacoterapêutico de fármacos para a obesidade. “Face a outras doenças crónicas, como a diabetes, a obesidade está a ser discriminada”.

“Se conseguíssemos erradicar a obesidade (…), aqui em Portugal havia menos 80% de casos de diabetes”, afirmou José Silva Nunes.

Um estudo sobre o custo e a carga de obesidade em Portugal desenvolvido pela SPEO (referente a 2018) indicou que, em custos diretos com a obesidade e as doenças associadas, foi gasto 1,12 mil milhões de euros.

“Este valor é um absurdo. Portanto, é verdade que se gasta muito com a comparticipação, mas aquilo que se tem em termos de retorno a médio e a longo prazo é custo eficaz”, disse.

 

Lusa

Pode também gostar

Binter falha aterragem no Porto Santo (vídeo)

Binter falha aterragem no Porto Santo (vídeo)

Parlamento madeirense pede ao Governo Regional que negocie apoios para novo hospital

Parlamento madeirense pede ao Governo Regional que negocie apoios para novo hospital

Projeto de apoio a idosos na Madeira poderá ser replicado noutras zonas do país

Projeto de apoio a idosos na Madeira poderá ser replicado noutras zonas do país

Artur Baptista é o novo presidente da COOPESCA até 2021

Artur Baptista é o novo presidente da COOPESCA até 2021

Porto Santo Nomad Fest conta com a participação de 50 nómadas digitais (áudio)

Porto Santo Nomad Fest conta com a participação de 50 nómadas digitais (áudio)

Putin proíbe residentes russos de comprar ações de empresas estrangeiras

Putin proíbe residentes russos de comprar ações de empresas estrangeiras

Governo da Madeira condecora jornalistas Lília Bernardes e Tolentino de Nóbrega

Governo da Madeira condecora jornalistas Lília Bernardes e Tolentino de Nóbrega

Covid-19: Quarentena obrigatória para quem chega à Madeira

Covid-19: Quarentena obrigatória para quem chega à Madeira

Direção da Liga de clubes define consequências do fim da II Liga

Direção da Liga de clubes define consequências do fim da II Liga

SANAS prestou auxílio em quase 50 situações de busca e salvamento (áudio)

SANAS prestou auxílio em quase 50 situações de busca e salvamento (áudio)

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026