“Nós sabemos, já percebemos que isto foi um ato isolado”, disse Rui Cristina, em declarações à agência Lusa, sublinhando que a cidade foi reforçada a nível policial, nomeadamente na Rua da Oura, cujos acessos “estão todos interditados” com baias de segurança através do programa Noite Segura.
Segundo o autarca, o condutor, que estava alcoolizado, “ultrapassou estas barreiras, subiu passeios”. Quando chegou à Rua da Oura, onde as pessoas se concentram na rua, em torno de bares, estava uma equipa da GNR que o intercetou, mas o condutor não respeitou a ordem, dificultando a intervenção das autoridades.
“Nós, como município, estamos a fazer de tudo para que a Albufeira tenha uma noite segura, temos tomado medidas neste sentido, e quem nos visita sabe e sente que Albufeira está diferente […]. E a verdade é que acontece em estado isolado, provocando uma situação que não é desejável em lado nenhum”, referiu.
O autarca, eleito pelo Chega nas autárquicas de outubro, assegurou que a o município, no distrito de Faro e região do Algarve, está disponível para prestar o apoio necessário aos feridos e às suas famílias, mas disse estar à espera de mais informação sobre a pessoa que ficou ferida com gravidade.
As outras 11 vítimas não são consideradas feridos graves. Entre elas estão dois militares da GNR.
As vítimas não militares são jovens entre os 18 e 22 anos, segundo o Ministério da Administração Interna.
O condutor, de 35 anos, foi detido pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob efeito de álcool e condução perigosa.
O atropelamento ocorreu cerca das 03:00 de hoje, quando uma viatura que se encontrava estacionada na via pública iniciou marcha. O homem foi mandado parar por militares da guarda, mas desobedeceu e inverteu a marcha e continuou a circular.
Segundo a GNR, o homem voltou a ser mandado parar pelos militares, mas continuou a avançar na direção das pessoas, atropelando-as e continuando a marcha, o que levou os militares a disparar tiros para o ar com o objetivo de o tentar parar.
Depois, o carro embateu noutro veículo e o homem tentou fugir a pé, mas acabou por ser detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou hoje de manhã o atropelamento e prometeu que “as circunstâncias do sucedido serão integralmente apuradas pelas autoridades competentes”.
Lusa