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Açores e Madeira com maiores taxas de incidência de casos de violência doméstica
Sociedade 29 mar, 2018, 19:07

Açores e Madeira com maiores taxas de incidência de casos de violência doméstica

Os distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Braga, Aveiro e Faro reúnem dois terços dos 26.746 casos de violência doméstica registados em 2017, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) hoje divulgado.

O distrito de Lisboa lidera com 6.303 ocorrências, seguido do Porto (4.629), Setúbal (2.327), Braga (1.838), Aveiro (1.698) e Faro (1.459).

À semelhança dos anos anteriores, as taxas de incidência mais elevadas registaram-se nas Regiões Autónomas dos Açores (4,3) e Madeira (3,9) e no continente a taxa é de 2,5, sendo a de incidência mais baixa no distrito de Santarém (1,85).

Os distritos de Faro (3,3), Lisboa (2,8), Portalegre (2,76), Setúbal (2,73) e Porto (2,61) registaram taxas de incidência superiores à verificada em termos nacionais (2,59).

As forças de segurança detiveram 703 suspeitos de violência doméstica, o que corresponde a menos 27 detenções face a 2016.

De acordo com os dados, 79,9% das vítimas são mulheres, a maioria com 25 ou mais anos, e 84,3% dos denunciados são homens.

Quanto ao grau de parentesco, o RASI indica que em 53,3% dos casos a vítima era cônjuge ou companheira/o, em 17,32% das situações era ex-conjuge/ex-companheiro, em 15,1% era filho ou enteados e em 5,2% era pai/mãe/padrasto/madrasta.

Cerca de 34% das ocorrências verificaram-se ao fim de semana e as restantes ao longos dos outros dias da semana, sendo que a segunda-feira é o dia com maior percentagem de ocorrências.
Em 78% dos casos a intervenção policial surgiu depois do pedido da vítima, 9% através de informações de familiares e vizinhos, 4% por conhecimento direto das forças de segurança e 10% por denuncia anónima.

Segundo o RASI, em 34% das situações a ocorrência foi presenciada por menores e em 40% foi sinalizada a existência de problemas relacionados com o consumo de álcool por parte do denunciado e em 14% com consumo de estupefacientes.

O maior número de inquéritos-crime iniciados teve lugar nas comarcas do Porto (4.302), Lisboa (3.499), Lisboa Oeste (3.295), Braga (2.226), Lisboa Norte (2.050) e Aveiro (1.917).

Ainda segundo os dados, o maior número de acusações foi deduzido nas comarcas do Porto (614), Lisboa (550), Lisboa Oeste (435), Braga (344), Aveiro (334) e Lisboa Norte (285).

Segundo o RASI, a criminalidade violenta e grave diminuiu 8,7% no ano passado, em relação a 2016, enquanto os crimes gerais aumentaram 3,3%.

O relatório reúne os indicadores de criminalidade registados pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária e Aduaneira e Polícia Judiciária Militar.

LUSA

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