“Em resposta às crescentes necessidades humanitárias provocadas pelos recentes sismos na Venezuela, a União Europeia está a disponibilizar cinco milhões de euros em ajuda humanitária para prestar assistência imediata às comunidades mais afetadas. Este financiamento de emergência será direcionado para o fornecimento de abrigo e cuidados de saúde às pessoas atingidas pelo desastre”, anunciou a Comissão Europeia em comunicado.
Além da ajuda financeira, Bruxelas está a organizar um voo humanitário a partir de Copenhaga, previsto para esta semana, que transportará cerca de 50 toneladas de material de abrigo, equipamentos de água e saneamento e material educativo para as zonas atingidas pelos sismos.
A nova assistência soma-se aos 52 milhões de euros já atribuídos este ano pela UE para responder às consequências humanitárias da crise socioeconómica na Venezuela.
De acordo com Bruxelas, a resposta está a ser coordenada através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, tendo o executivo comunitário recebido ofertas de apoio de 11 Estados-membros da UE e de um outro país participante, incluindo equipas de busca e salvamento, equipas médicas e apoio em telecomunicações.
Portugal é um dos países participantes nesta assistência.
Uma equipa de 11 especialistas técnicos provenientes de Espanha, Áustria, Itália, Luxemburgo, Bélgica e Estónia, juntamente com elementos do Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia, já se encontra na Venezuela para apoiar as operações no terreno.
Com a participação adicional de especialistas enviados por Itália, são agora 14 os países da UE que contribuíram para a operação de socorro.
Além disso, a UE ativou o serviço de satélites Copernicus no modo de cartografia de emergência, que permite obter imagens de alta resolução das zonas de crise e produzir mapas destinados a equipas de resgate, organizações não-governamentais e autoridades de proteção civil.
Segundo Bruxelas, já foram produzidos 25 mapas e 13 imagens de diferentes áreas de interesse.
Citada pelo comunicado, a comissária europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, vinca que a UE “continua empenhada em ajudar o povo venezuelano e está a fazê-lo com todos os instrumentos ao seu dispor”.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 53 portugueses e lusodescendentes, e outros 83 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
Lusa