Esta cimeira vai realizar-se precisamente uma semana depois de o bloco ter oficialmente aberto os primeiros capítulos das negociações de adesão da Moldova à União Europeia (UE).
Em comunicado, o Conselho Europeu refere que a cimeira vai ser uma “oportunidade para salientar a importância estratégica do futuro da Moldova na UE e para reforçar a parceria” entre as duas partes.
Citado no comunicado, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, referiu que a cimeira se realiza numa “altura histórica” tanto para a UE como para a Moldova.
“O alargamento [da UE] é uma escolha geopolítica e estratégica para uma Europa mais forte e mais segura e estamos plenamente comprometidos com o caminho europeu da Moldova. A nossa parceria é mais estreita do que nunca enquanto procuramos reforçar a nossa resiliência, estabilidade e valores europeus comuns”, afirmou.
Nesta cimeira, na qual participará António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a presidente da Moldova, Maia Sandu, os líderes vão avaliar o progresso de Chisinau nas reformas necessárias para aderir à UE, em particular no que se refere ao Estado de Direito, direitos fundamentais e luta contra o crime organizado.
“A Moldova tem feito progressos substanciais e demonstrado um forte compromisso em alinhar-se com a UE, apesar de pressões externas sem precedentes. A UE está pronta para avançar rapidamente com o processo de adesão da Moldova”, refere o Conselho Europeu em comunicado.
É também expectável que, na reunião, Costa e Von der Leyen reiterem o “compromisso inabalável” da UE com a “soberania, segurança e resiliência da Moldova, tendo em conta os ataques híbridos contínuos da Rússia e as consequências da sua guerra de agressão em curso contra a Ucrânia”.
“A UE e a Moldova reforçarão a sua cooperação com vista a aumentar ainda mais a resiliência do país. Os líderes debaterão igualmente a cooperação setorial, incluindo os progressos realizados pela Moldova no reforço da sua segurança energética, na diversificação das fontes de abastecimento de energia e no aumento da eficiência energética”, indicam.
A Moldova, ex-república da União Soviética, é governada pelo partido pró-europeu Ação e Solidariedade, que tem aproximado o país do bloco e procurado afastá-lo da esfera de influência de Moscovo, particularmente forte no país devido à região separatista da Transnístria, onde se encontram tropas russas.
A visão pró-europeia do atual Governo, que está no poder desde 2021 e tem a meta de aderir à UE até 2030, tem sido aproveitada pelo bloco: apenas três meses após ter apresentado a sua candidatura à UE, em março de 2022, a Moldova viu a UE conceder-lhe o estatuto de país candidato.
As negociações formais de adesão começaram em junho de 2024 e os primeiros capítulos, relativos aos direitos e valores fundamentais da UE, foram abertos esta segunda-feira.
Lusa