Segundo o jornal britânico, que cita fontes familiarizadas com o assunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia irão discutir os méritos dos possíveis candidatos numa reunião no Chipre na próxima semana.
No entanto, a ex-chanceler alemã, Angela Merkel, pediu na segunda-feira à União Europeia que redobre os seus esforços diplomáticos no conflito com a Rússia, de forma a alcançar a paz.
Em entrevista à emissora pública WDR, Angela Merkel “lamentou” que a Europa “não esteja a fazer uso suficiente do seu potencial diplomático”. Merkel sustentou que era “absolutamente justificável” prestar apoio militar à Ucrânia e criar um efeito dissuasor. Angela Merkel liderou a Alemanha durante 16 anos, até dezembro de 2021, menos de três meses antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Desde então, tem sido criticada por ser demasiado branda com a Rússia e por tornar a Alemanha dependente, durante muitos anos, do fornecimento barato de energia russa.
A Alemanha tornou-se um dos principais apoiantes da Ucrânia e revitalizou a sua indústria de defesa. “Dissuasão militar mais atividade diplomática — é isso que considero importante”, insistiu.
Para a ex-chanceler alemã, “não basta” que apenas o presidente norte-americano, Donald Trump, mantenha contacto com a Rússia. “Nós, como europeus, também temos um papel a desempenhar”, enfatizou Merkel.
Questionada sobre a relevância de um mediador no conflito com Vladimir Putin, afirmou que, durante as negociações de Minsk, quando era chanceler, após a anexação da Crimeia pela Rússia, “não me ocorreria” pedir a um mediador que fosse à capital bielorrussa “para falar com Putin”. “Temos de tomar as rédeas da situação”, acrescentou.
Questionado no início de maio sobre o seu candidato preferido para retomar o diálogo com os europeus, Vladimir Putin respondeu que “pessoalmente” preferia o antecessor de Angela Merkel, o ex-chanceler Gerhard Schröder.
c/agências