Paulo Rangel esteve em contacto com o homólogo jordano, Ayman Safadi, e durante a conversa agradeceu a atenção dada aos portugueses deslocados e expressou a “total solidariedade de Portugal” face aos ataques do Irão à Jordânia, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português na rede social X.
Numa segunda publicação, o mesmo ministério afirmou que Paulo Rangel conversou também com o ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, e que condenou “sem reservas” os ataques iranianos ao país que tem mediado as negociações sobre o programa nuclear iraniano com os Estados Unidos.
O ministro “exprimiu a solidariedade de Portugal e o desejo de que as conversações possam ser retomadas em breve”, acrescentou o ministério também no X.
No sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e que, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.
Desde que foi atacado, o Irão tem retaliado com o lançamento de mísseis contra Israel e países da região, com relatos de ataques e vítimas no Bahrein, Jordânia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Síria.
Alguns dos alvos dos mísseis iranianos são bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje os ataques contra o Irão se vão intensificar nos próximos dias.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Lusa