“Obrigado Portugal”, escreveu hoje Emmanuel Macron na rede social X, depois de as autoridades portuguesas terem enviado para França duas aeronaves e uma equipa de sete elementos para auxiliar no combate aos incêndios.
Portugal também enviou para os incêndios, mas em Espanha, mais de 100 elementos para combater o incêndio na província de Ávila.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil portuguesa,
Portugal mobilizou a capacidade para apoiar França no combate aos incêndios rurais na sequência da ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia
No total, este ano foram já queimados em França 115 mil hectares de terrenos, um máximo histórico, confirmou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, na última noite. O ministro especificou que o país enfrenta entre 30 a 40 incêndios simultâneos por dia.
Além do incêndio em Gironde, o mais preocupante, também estão ativos grandes incêndios em Var, Landes e Córsega, entre outras regiões.
Em Landes, perto de Gironde, a Câmara Municipal reportou uma noite “relativamente calma” graças a algumas chuvas.
Em Var, por outro lado, os esforços de combate ao incêndio estão a ser dificultados por mudanças repentinas na direção do incêndio e por novos focos.
Hoje, Macron vai presidir a uma reunião de crise para avaliar a situação dos incêndios florestais, situação que faz parte da agenda da reunião do Conselho de Ministros que deve decorrer de imediato.
Em Espanha, as autoridades espanholas declararam a situação de emergência nacional nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo, no centro do país, por causa dos fogos florestais, que levaram a confinar ou a retirar de casa mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira e já queimaram 77.000 hectares.
Além destes fogos em Ávila, Madrid e Toledo – que estão a ser combatidos como se fossem um só, por estarem em territórios vizinhos –, as autoridades espanholas estão a alertar para a evolução de um incêndio em Vall d’Uixó, Castellón, na região de Valência, no leste do país, que já levou a retirar de casa 18.000 pessoas e já queimou 6.500 hectares.
O combate aos fogos em Madrid, Ávila e Toledo evoluiu favoravelmente nas últimas duas noites e no domingo, quando contou com melhores condições meteorológicas, com a Unidade Militar de Emergências (UME), que está a coordenar os trabalhos no terreno, a dar como contidas as frentes de fogo durante o fim de semana, apesar de se manterem focos ativos e por controlar.
Lusa