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Imagem de Portugal remunera mal os depósitos
Política 13 ago, 2023, 11:43

Portugal remunera mal os depósitos

Portugal era o quinto país da zona euro que pior remunerava os novos depósitos a prazo em junho, com uma taxa de juro média de 1,58%, menos 70% do que a remuneração média praticada na zona euro.

De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), em junho, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo na zona euro foi de 2,70%, sendo o país que pior remunerava a Croácia (1,07%), seguida de Chipre (1,26%), Eslovénia (1,42%) e Grécia (1,52%).

Ao longo deste ano, Portugal tem vindo a subir alguns lugares, já que em dezembro de 2022 o sistema bancário português era o que pior remunerava (juro médio de 0,35%), em maio era ‘apenas’ o quarto pior (1,26%) e em junho era o quinto que pior remunerava com uma taxa de juro média de 1,58% (menos 70% do que os 2,70% da média da zona euro).

Já os países com melhores remunerações dos depósitos, na zona euro, são Estónia (taxa de juro média de 3,75% em junho), Itália (3,33%) e França (3,32%).

Os depósitos são mais bem remunerados quanto maior o valor depositado e maior o tempo de permanência. Em junho, os novos depósitos com prazo até um ano (que representaram 79% dos novos depósitos a prazo) foram remunerados em média a 1,58%, os novos depósitos entre um e dois anos tiveram uma remuneração média de 1,47% e os novos depósitos acima de dois anos uma taxa média de 1,76%, segundo o Banco de Portugal (BdP).

Em Espanha – origem de grandes bancos que operam em Portugal (Santander e BPI) – a taxa de juro está abaixo da média da zona euro, mas mais alta do que em Portugal, tendo sido de 2,21% em junho.

A taxa de juro média de 1,58%, em junho, refere-se aos novos depósitos a prazo constituídos nesse mês. Já os novos depósitos à ordem não tiveram qualquer remuneração (0%).

Segundo os dados do BCE, Portugal era em junho o pior país na remuneração dos depósitos à ordem (‘ex aequo’ com Chipre). Como é habitual, os depósitos à ordem têm uma remuneração mais baixa do que os depósitos a prazo, tendo sido a taxa de juro média dos depósitos a ordem na zona euro de 0,23%.

Quanto à taxa de juro do ‘stock’ de depósitos a prazo de particulares, de acordo com os dados do BdP, esta era em junho de 0,53%, acima quer de maio (0,4%) quer de junho de 2022 (0,07%).

O ‘stock’ diz respeito a todos os depósitos a prazo, quer os depósitos constituídos recentemente quer os mais antigos.

Os depósitos antigos podem ter sido constituídos, por exemplo, quando as taxas de juro eram negativas. Então, os bancos queixavam-se de não poder refletir juros negativos nos depósitos (ou seja, não poderem cobrar juros por receberem depósitos) quando eram obrigados a refletir os juros negativos no crédito.

Desde julho de 2022, o BCE tem vindo a subir as taxas de juro diretoras como medida para combater a alta inflação. Em julho passado, Frankfurt fez novas subidas, a taxa de refinanciamento passou para 4,25%, a taxa de facilidade de depósitos para 3,75% e a taxa aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez para 4,5%.

Para chegar a valores semelhantes das taxas diretoras é necessário regressar a 2008. Já os juros pagos nos depósitos eram então bem altos. Em junho de 2008, segundo dados do BdP, a taxa de juro média dos novos depósitos de particulares era de 4,22%.

O governador do Banco de Portugal disse em final de junho, em entrevista à RTP, que as taxas de juro eram então, em vésperas da crise financeira, tão altas porque os "bancos estavam verdadeiro stressados para ter recursos, não havia dinheiro".

Para Mário Centeno, ninguém quer "voltar a esse momento" porque todos os portugueses sabem "bem o que custa ir recuperar bancos".

Os depósitos totais aplicados nos bancos que operam em Portugal ascendiam a 174,9 mil milhões de euros em junho, menos 8% do que no mesmo mês de 2022.

Sobretudo nos primeiros meses deste ano, saíram muitos depósitos dos bancos portugueses para serem aplicados em certificados de aforro (que davam uma remuneração melhor, com taxa máxima de 3,5%). No início de junho, o Governo baixou a remuneração dos certificados de aforro, o que foi alvo de críticas e entendido como uma cedência à pressão da banca, o que tanto o executivo como os bancos recusaram.

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