O candidato a presidente do Governo da Madeira pelo PS começou por destacar que “o progresso não é só PIB ou investimentos em imobiliário. Progresso é bem-estar. É ter um salário digno, é conseguir comprar ou arrendar uma casa, é conseguir não estar anos para ser operado no hospital, é acabar os estudos e ter oportunidade de ficar a construir uma vida na sua terra e não ter de emigrar”.
Paulo Cafôfo falou de saúde, enfatizando a “incapacidade que caracteriza o nosso sistema de saúde. Caos nas urgências, com pessoas durante dias nas macas e nos corredores, anos de desespero em listas de espera, falta de medicamentos por falta de pagamentos, calotes às casas de saúde pelo internamento de doentes, taxistas a queimar combustível sem nada receber pelo transporte de doentes, falta de médicos e de enfermeiros”.
O presidente do PS-Madeira assumiu que “a habitação é um dos direitos primordiais. Hoje o preço das casas torna a habitação um luxo. Mas uma casa não é um luxo. É um direito básico. É o alicerce da família.
Por isso, o PS-Madeira colocará a habitação no centro da sua governação: construiremos mais habitação pública e a preços acessíveis. Apoiaremos os jovens e a classe média para que possam comprar a sua primeira casa. Porque temos a convicção que as pessoas só podem construir vidas estáveis se tiverem um lar seguro”, destacou.
Evocando a condição de professor, Cafôfo disse “saber bem o papel da Educação na vida de um jovem. É por isso que com um governo do PS assumiremos a democratização da educação e o sucesso da educação, garantindo que todos tenham uma educação sem barreiras. Seja com as creches gratuitas ou garantindo o fim das propinas para os estudantes madeirenses no ensino superior”.
Entre as muitas denuncias feitas, lembrou “as dificuldades das famílias numa Região onde quem trabalha é pobre, em que os salários são dos mais baixos do país. Mesmo comparando com os Açores. Um trabalhador na Madeira recebe menos 59 euros por mês do que um trabalhador no arquipélago vizinho.
E falando de contributos, que fazer por aqueles que sustentam a nossa Região? Aqueles que nos alimentam, que são a alma e a força desta terra. Agricultores e pescadores. Gente que faz pela Madeira, lavrando a rocha dura e enfrentando o mar traiçoeiro. Valorizaremos quem tanto trabalha a terra, seja cultivando produtos hortícolas, ou produzindo banana e cana-de-açúcar, marcas da nossa Região.
O PS está pronto para ser governo, eu estou preparado para liderar a Madeira.
Uma liderança que inspire confiança e que esteja comprometida com mudanças estruturais que a Madeira precisa, mas mais do que isso, uma liderança que faça e que resolva”.
A concluir Paulo Cafôfo lembrou que “já se testou, à direita, várias soluções lideradas pelo PSD. Todas levaram à instabilidade. E a instabilidade não acabará nunca, com Miguel Albuquerque à frente do governo. Sobre ele pendem processos judiciais, que abanam o governo e, mais ou cedo ou mais tarde, terão desenvolvimentos que causarão ainda mais instabilidade. Está na hora de olhar para o outro prato da balança, de dar a oportunidade e se testar um governo liderado pelo PS.
Será, igualmente necessária, cooperação democrática, diálogo e capacidade de construir consensos para se formar um governo. Um esforço de humildade democrática para o qual estamos disponíveis.
O PS Madeira irá a votos para transformar a Madeira, fazer e resolver. Faremos compromissos político-partidários necessários para construir uma solução de governação estável. Faremos compromissos apenas com forças políticas que queiram efetivamente a mudança na nossa Região. Excluímos por completo qualquer acordo com o PSD e com o CHEGA. Não faremos acordos com quem governa a Região há quase 50 anos, que criou este regime de negociatas e de promiscuidade entre o governo e interesses privados e pessoais, que prejudicam todo um povo.
A Madeira precisa de mudar. Precisa de uma nova liderança, que governe com justiça, competência e proximidade. Que resolva e não adie.