O primeiro-ministro israelita manifestou hoje o seu apoio ao candidato de direita Flávio Bolsonaro para a segunda volta das eleições no Brasil e afirmou a sua intenção de “restaurar” as boas relações entre os dois países.
“Parabéns, Flávio Bolsonaro, pela votação de ontem [domingo] e boa sorte na segunda volta. Espero restaurar a extraordinária amizade entre Israel e o Brasil”, adiantou Benjamin Netanyahu citado num comunicado, no qual deseja ao seu “amigo” brasileiro uma “grande vitória” na segunda volta das eleições marcadas para 25 de outubro.
Da mesma forma, também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, manifestou a sua esperança de vitória “na decisiva etapa final”, segundo outro comunicado publicado na sua conta no Facebook.
Na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, realizadas no domingo, o candidato Flávio Bolsonaro obteve 47,14% dos votos e o atual chefe de Estado, Lula da Silva, ficou com 45,03%.
As relações diplomáticas entre o Brasil e Israel são mínimas, depois de Israel ter declarado Lula da Silva `persona non grata´ por comparar a ofensiva contra Gaza ao Holocausto e classificá-la repetidamente como um “genocídio” contra o povo palestiniano.
Já a líder da oposição e Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, felicitou Flávio Bolsonaro pela vantagem na primeira volta das presidenciais do Brasil, afirmando que a Venezuela também avançará “muito em breve” no caminho da liberdade.
“O meu respeito e carinho ao povo do Brasil por um dia democrático exemplar, em que puderam exercer com orgulho a soberania popular através do voto. O meu reconhecimento a Flávio Bolsonaro, vencedor desta primeira volta”, afirmou Machado, numa mensagem publicada na rede social X.
A líder da oposição, que se encontra no Panamá, assegurou que o Brasil tem um peso “decisivo” no futuro da região e defendeu que os latino-americanos querem “viver com liberdade, democracia, prosperidade e justiça”.
“Muito em breve, a Venezuela também avançará no caminho da liberdade e deixaremos para trás, para sempre, o comunismo, a violência e o crime”, salientou a líder, que reivindica a realização de eleições no seu país e cujo regresso foi frustrado em várias ocasiões.
O primogénito do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, com 47% dos votos, e o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com 45%, foram os dois candidatos mais votados na primeira volta das eleições presidenciais no Brasil este domingo.
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, esteve, desde o início da contagem, à frente de Lula, cujos resultados são piores do que os da primeira volta de 2022, quando obteve 48,4% e 57,2 milhões de votos.