“Estará presente”, na reunião magna que decorre sábado e domingo em Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro, confirmou a fonte à agência Lusa.
Em 02 de junho, Albuquerque, afirmou estar “totalmente indisponível” para presidir a qualquer órgão nacional do partido se as questões pendentes entre a região e a República não começassem a ser tratadas.
“A minha posição vai ser muito clara e é muito clara: se se mantiver a situação de não resolução das questões que estão pendentes com a Madeira, eu estou totalmente indisponível para presidir seja o que for”, declarou.
Miguel Albuquerque falava aos jornalistas à margem de uma visita a um alojamento turístico localizado na Fajã da Ovelha, no concelho da Calheta, na zona oeste da Madeira, onde se deslocou na qualidade de presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP).
“Se as questões da Madeira começarem a ser tratadas, que ainda não foram até agora, tudo bem. Se não forem tratadas, eu estou totalmente indisponível”, reforçou.
Miguel Albuquerque, que é presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Nacional do PSD, enumerou algumas das “questões pendentes” entre a região autónoma e o Governo da República, chefiado pelo social-democrata Luís Montenegro, com destaque para a revisão da Lei das Finanças Regionais.
A constituição do grupo de trabalho para estudar uma solução para a dívida dos subsistemas de saúde, a terceira fase da obra do Hospital Central e Universitário da Madeira e o novo regime da Zona Franca são outros assuntos que o líder regional quer resolver com a República.
O 43.º Congresso Nacional do PSD está marcado para 20 e 21 de junho em Anadia, no distrito de Aveiro, após a reeleição de Luís Montenegro como presidente do partido, no sábado.
Luís Montenegro foi reeleito com 94,8% dos votos em eleições diretas, às quais concorreu sem oposição interna, para um mandato de dois anos na liderança dos sociais-democratas.
De acordo com os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Jurisdição do PSD, num total de 56.868 militantes inscritos, votaram 15.261, sendo que Luís Montenegro obteve 14.467 votos, o menor número em valor absoluto desde que há eleições diretas no partido.
Na Madeira, onde tem havido divergências entre a direção regional e nacional, estavam inscritos 1.900 militantes, mas apenas 15% votaram e, destes, só 11% (211) votaram em Luís Montenegro.
Lusa