Para este investigador, a Madeira adotou medidas estruturais, de intervenção nas ribeiras, bem como criou instrumentos de gestão do território, vários planos de ordenamento que obrigatoriamente têm de ser vertidos nos PDMs das diferentes autarquias e que poderão minimizar o risco.
Para Sérgio Lopes a morfologia da ilha, com vales de erosão, estreitos e sistemas de drenagem rápidos potenciam maior perigo, pelo que entre as medidas contempladas a aposta na floresta é estrutural, pois sustém e protege a erosão do solo e regula o escoamento.
Para este investigador, uma aluvião como o que ocorreu em 2010 pode acontecer a cada 100 anos, sendo claro que a Madeira é uma ilha exposta a sistemas depressionários associados a sistemas fontais, que geram massas de ar marítimas que podem potenciar eventos extremos.
Presente no Telejornal da RTP Madeira, a partir de Lisboa, Vitor Prior – diretor do Departamento de Meteorologia e Geofísica do IPMA – também não tem dúvidas que a Madeira está melhor preparada, pois o 20 de fevereiro levou a um investimento sem paralelo nos instrumentos de previsão, passando a ilha de meia dúzia de estações para 21, com a instalação do radar a se revelar muito útil.
Para este especialista, depois do último grande aluvião já choveu muito mais, com foi o caso de junho de 2023 onde se registou 700 milímetros, valor que é recorde em Portugal. Para Vítor Prior hoje chove menos.
Para Sérgio Lopes a Madeira é um território de risco, que convoca todos – governo, câmaras e a população – a adotar comportamentos que minimizem o risco.