“Continuamos a trabalhar na agenda de cooperação entre os dois países”, disse Gil numa mensagem publicada na sua conta de Telegram, após uma reunião com o embaixador russo em Caracas, Serguei Mélik-Bagdasarov.
Neste sentido, indicou que recebeu uma “mensagem renovada de solidariedade e apoio” da Rússia após os ataques dos EUA na Venezuela, no passado sábado, que descreveu como uma “agressão militar ilegal e injustificada” e que levou à captura – que a Venezuela denuncia como “rapto” – do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.
“Concordamos na importância de defender conjuntamente o diálogo, a diplomacia e o respeito pelas normas internacionais e pela soberania dos povos como as únicas formas de promover as relações bilaterais e internacionais”, acrescentou o chefe da diplomacia venezuelana.
As autoridades de Caracas tinham anunciado antes o início de um “processo exploratório de natureza diplomática” com os Estados Unidos, com o objetivo de “restabelecer missões diplomáticas em ambos os países” e de abordar as consequências da ação militar contra Nicolás Maduro.
Numa declaração, a administração venezuelana, agora liderada pela antiga vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, confirmou, como já havia sido anunciado pelos Estados Unidos, que uma delegação de oficiais diplomáticos do Departamento de Estado chegou ao país sul-americano, para “avaliações técnicas e logísticas inerentes à função diplomática.”
Da mesma forma, uma delegação de diplomatas venezuelanos viajará para os Estados Unidos para cumprir as “tarefas correspondentes”, sem especificar mais detalhes ou a data de partida.
O governo dos EUA confirmou à agência espanhola EFE que enviou uma delegação de diplomatas responsáveis pelas relações com a Venezuela para Caracas para explorar a possibilidade de reabrir a embaixada dos EUA no país sul-americano.
Lusa