Gouveia e Melo assumiu esta posição na conferência de imprensa final, depois de ter ficado em quarto lugar nas eleições presidenciais, fora da segunda volta, atrás de António José Seguro, André Ventura e Cotrim Figueiredo.
“Os resultados ficaram aquém dos objetivos que tracei. Assumo os resultados com serenidade e com respeito absoluto pela vontade dos portugueses”, declarou, já depois de ter afirmado que acabara de felicitar os seus adversários António José Seguro e André Ventura por terem passado à segunda volta das eleições presidenciais.
Mais à frente, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que, apesar do resultado, o movimento em torno da sua candidatura “constituiu uma lufada de ar fresco”.
“Depois de 45 anos a servir Portugal, posso afirmar com clareza que o país continuará a contar comigo, com a minha participação cívica, com a minha e com o meu empenho na defesa dos valores que sempre me orientaram”, salientou.
Na sua declaração inicial, Gouveia e Melo disse que a sua candidatura constituiu “uma experiência” que o honrou.
“Honrou-se pela confiança recebida, pela forma como fui acolhido em todo o país e pela oportunidade de participar ativamente num momento tão relevante da nossa democracia. É com grande satisfação que concluo que este movimento que conseguiu algo que considero essencial para o futuro coletivo”, sustentou.
Especificou que, na sua perspetiva, a sua candidatura, “conseguiu agregar pessoas muito diferentes, de espetros [políticos] distintos, com histórias de vida, ideias e sensibilidades diversas”.
“Demonstramos que é possível unir a diferença quando existe uma causa maior que nos transcende a todos – e essa causa maior é o nosso país. Portugal pode e deve ser um espaço de convergência, mesmo quando há diversidade de opiniões”, acrescentou, recebendo uma prolongada salva de palmas.
Na sua intervenção inicial, Gouveia e Melo voltou a defender a tese de que é preciso “despartidarizar a Presidência da República e devolver a esse cargo a sua natureza verdadeiramente suprapartidária”.
“O país beneficia quando o Presidente da República é visto como um garante de equilíbrio, de estabilidade e de proximidade a todos os portugueses, sem exceções. Foi isso que me propus com este desafio, pela importância de trazer uma lufada de ar fresco à vida pública, de mostrar que é possível servir o país com independência, sentido de missão e espírito de compromisso, sem amarras partidárias”, completou.
Lusa