“Embora hoje exista em Portugal uma maioria social de centro-direita, é provável que venhamos a ter um Presidente da República oriundo do PS e, tal, ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD”, afirmou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal (IL).
O também eurodeputado referiu que “apesar das evidências” e do apelo público que fez a Luís Montenegro, aquele não pôs o interesse do país à frente do interesse do seu próprio partido.
“Tenho que o dizer, Luís Montenegro não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro”, insistiu.
Na última semana de campanha eleitoral, o antigo líder da IL pediu a Montenegro para que recomendasse o voto na sua candidatura por considerar que Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, não tinha qualquer hipótese de passar à segunda volta.
António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro, segundo os resultados provisórios das eleições de hoje.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes.
Perante esses resultados, o candidato presidencial vincou que nesta segunda volta os portugueses estarão confrontados com uma “péssima escolha”, situação para a qual foi alertando ao longo da campanha eleitoral.
Questionado sobre que candidato iria apoiar, Cotrim Figueiredo referiu que não tenciona endossar ou recomendar o voto em qualquer dos candidatos.
“Os eleitores que me confiaram o voto hoje fizeram-no livremente e deverão poder fazê-lo livremente outra vez na segunda volta. Confio plenamente e respeitarei totalmente essa sua decisão”, assumiu.
Lusa