O que ainda não está decidido é se a Madeira avança ou não com um pedido de impugnação no Tribunal Constitucional. Em causa está a divergência dos cadernos eleitorais.
Política
14 jan, 2020, 14:36
Comissão Política do PSD-Madeira reúne-se esta tarde para decidir se avança ou não com um pedido de impugnação
No sábado, as sedes do PSD na Madeira não abrem para a segunda volta das eleições internas do partido. O boicote é uma resposta a Lisboa, que, por decisão do Conselho de Jurisdição, anulou os votos dos militantes da Madeira na primeira volta das eleições para a escolha do líder nacional dos sociais-democratas.
Lisboa diz que, na Madeira, há apenas 104 militantes aptos a votar. A Madeira diz que são perto de 2.500 com as quotas em dia. E tudo isto porque o novo regulamento, aprovado em novembro de 2019, proíbe os pagamentos de quotas em dinheiro. As diferenças de entendimento não se resolveram até ao dia da primeira volta, 11 de Janeiro e, na Madeira, todos os que tinham pago as quotas e quiseram votaram. Ao caso, mais de 1.700, dos quais 544 deram o voto Rui Rio, mas estes votos foram todos anulados.