“Vestindo outros trajes, mais velho, mas voltarei”, disse o candidato presidencial, numa reação às projeções na sua sede de campanha, em Campo de Ourique, enquanto jantava “carne com arroz amarelo”.
As sondagens ICS/ISCTE/GFK/Pitagórica à boca da urna para a SIC e para a TVI/CNN colocam o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, entre 30,8% e 35,2% dos votos nas eleições de hoje, seguido de André Ventura, apoiado pelo Chega, com 19,9% a 24,1%, e o candidato apoiado pela IL, João Cotrim Figueiredo.
Todas as sondagens à boca das urnas colocavam Manuel João Vieira à frente de Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo Livre.
Para o músico dos Ena Pá 2000, estas sondagens “não são surpreendentes” e confirmam “a tendência das últimas semanas”.
“O que eu acho preocupante é o número de votos no Chega”, disse referindo-se aos votos depositados no candidato apoiado por este partido, André Ventura.
“Já era previsível que ficasse o Seguro no segundo lugar, mas eu acho que houve medo da parte dos eleitores de uma picardia entre o Seguro e a outra direita liberal, de maneira que foram todos para o Seguro e acho que isso fez com que os outros candidatos tivessem menos votos”, disse.
Manuel João Vieira adiantou que estava a beber vinho tinto, mas não canalizado, como o que prometeu aos portugueses caso fosse eleito.
O músico desafiou os outros candidatos a fazerem uma campanha como a sua: com baixo orçamento.
“Eu desafiaria os outros candidatos a fazerem uma candidatura como a nossa, com o número de pessoas que a nossa teve e com o orçamento que a nossa campanha teve, e gostaria então de ver qual seria o resultado”, sublinhou.
“Aí é que se via a sério o que é que é, porque quem manda neste país é o dinheiro, e digo já que quando é o dinheiro que se mete nestas coisas, o resultado é sempre fraudulento na minha opinião”, continuou.
Apesar das diferenças entre candidaturas, diz que conseguiu “entrar lá dentro do sistema”.
“Era apertadinho, mas consegui entrar lá dentro”, apontou.
Lusa