“A resposta firme de Espanha, incluindo os regressos acelerados em curso, demonstra a nossa determinação em proteger as nossas fronteiras externas, combater a migração ilegal e desmantelar redes criminosas de contrabando”, disse o antigo primeiro-ministro português, numa mensagem nas redes sociais, na qual transmitiu solidariedade com as autoridades espanholas.
Costa ressalvou que os nacionais de países terceiros em Ceuta “não desfrutam de livre circulação para a Espanha continental ou para o resto do espaço Schengen”.
Na mensagem, o presidente do Conselho Europeu saudou “a estreita cooperação de Espanha com Marrocos para enfrentar este desafio partilhado e garantir regressos rápidos”.
“Manteremos contacto próximo com as autoridades espanholas nos próximos dias”, adiantou.
Cerca de 60 mil migrantes irregulares provenientes de Marrocos, de acordo com o governo autónomo de Ceuta, chegaram ao enclave espanhol nos últimos dias, a pé ou a nado, desencadeando uma crise migratória naquele território e uma crise diplomática na Europa.
No entanto, hoje verificou-se um forte movimento de regresso de migrantes a Marrocos, com o Governo de Madrid a estimar que mais de 37.500 tinham abandonado o território espanhol até às 15:30 locais (menos uma hora em Lisboa).
Segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas, pelo menos 43 pessoas morreram quando tentavam alcançar a cidade autónoma a nado.
O anterior balanço apontava para 34 mortos.
Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.
Lusa