A população ativa aumentou para as 140,5 mil pessoas, revelando um crescimento de 5,9% (+7,9 mil pessoas) em relação ao trimestre homólogo e de 0,4% (+0,5 mil pessoas) face ao trimestre anterior.
A população empregada fixou-se em 133,6 mil pessoas, tendo aumentado 6,9% em termos homólogos (+8,6 mil pessoas) e 0,8% em termos trimestrais (+1,1 mil pessoas). Da população empregada, 3,4 mil estavam em situação de subemprego a tempo parcial, 7,0 mil pessoas exerciam uma atividade secundária e 17,3 mil trabalharam em casa (14,5% das mulheres empregadas e 11,4% dos homens empregados). Note-se que tanto no 4.º trimestre de 2025, como na média anual de 2025 (130,8 mil pessoas), a população empregada atingiu os valores mais elevados da série iniciada em 2011.
A estimativa da população desempregada para o 4.º trimestre de 2025, apurada em 6,9 mil pessoas, diminuiu 9,1% face ao período homólogo e 7,2% comparativamente ao trimestre anterior.
A subutilização do trabalho abrangeu 13,5 mil pessoas, tendo aumentado 2,2% (+0,3 mil pessoas) em relação ao trimestre homólogo e 4,2% (+0,6 mil pessoas) comparativamente ao trimestre anterior. A taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 9,4%, representando uma diminuição de 0,3 p.p. em relação ao período homólogo e um aumento de 0,3 p.p. face ao trimestre precedente.
A população inativa, estimada em 122,7 mil pessoas, diminuiu 2,2% face ao trimestre homólogo e cresceu 0,4% em comparação com o trimestre anterior.
A taxa de atividade das pessoas em idade ativa (16 aos 89 anos), no 4.º trimestre de 2025, foi estimada em 61,7%, valor superior em 2,0 p.p. à do trimestre homólogo e inferior em 0,1 p.p. face ao trimestre precedente. A taxa de atividade nas mulheres foi de 57,3%, sendo inferior à dos homens (66,7%) em 9,4 p.p..
Em termos anuais, em 2025, a taxa de desemprego na RAM foi estimada em 5,4%, valor inferior em 0,2 p.p. face à do ano precedente. Trata-se da taxa de desemprego anual mais baixa registada desde que a série foi iniciada, em 2011.
A taxa de subutilização do trabalho, em 2025, foi de 9,7%, valor inferior em 0,7 p.p. em comparação ao do ano anterior, constituindo igualmente o valor mais baixo da série iniciada em 2011.
Em Portugal, a taxa de desemprego no trimestre em análise situou-se em 5,8%, valor inferior em 0,9 p.p. face ao período homólogo, mantendo-se inalterada em relação ao trimestre precedente. As regiões que apresentaram as taxas de desemprego mais elevadas foram a Península de Setúbal com 8,0%, o Norte com 6,0%, o Alentejo com 5,9% e a Grande Lisboa, que registou uma taxa de desemprego de 5,8%. No polo oposto, o Centro observou a taxa mais baixa, com 4,5%, seguida pela RAM com 4,9%, pela Região Autónoma do Açores (RAA) com 5,1%, pelo Oeste e Vale do Tejo com 5,2% e pelo Algarve com 5,3%.
A taxa de desemprego diminuiu em termos trimestrais no Centro (-0,6 p.p.), na Grande Lisboa e RAM (ambas -0,4 p.p.) e no Norte (-0,1 p.p.), aumentando nas restantes regiões, concretamente na Península de Setúbal (+1,1 p.p.), no Algarve, (+0,8 p.p.), no Alentejo (0,7 p.p.), no Oeste e Vale do Tejo (+0,6 p.p.) e na RAA (+0,3 p.p.).
Em termos homólogos, a Grande Lisboa registou o maior decréscimo, -1,6 p.p.. Observaram-se também diminuições homólogas no Centro (-1,3 p.p.), no Oeste e Vale do Tejo (-1,0 p.p.), no Norte (-0,9 p.p.), na RAM (-0,8 p.p.), no Algarve e na RAA (ambas com -0,3 p.p.). Nas restantes duas regiões NUTS II, a tendência foi oposta, com a Península de Setúbal a registar o maior aumento (+0,3 p.p.), seguida pela região do Alentejo (+0,1 p.p.).
Em 2025, a taxa de desemprego a nível nacional fixou-se em 6,0%, registando uma diminuição de 0,4 p.p. face ao ano anterior. A taxa mais elevada foi registada na Península de Setúbal, atingindo 8,0%, enquanto a mais baixa foi observada na RAA com 4,9%. Em comparação com 2024, verificaram-se reduções nas taxas de desemprego em todas as regiões NUTS II, com exceção da Península de Setúbal, cujo valor manteve-se inalterado. A Região do Oeste e Vale do Tejo foi a que apresentou a maior redução (-1,5 p.p.).