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Taxa de desemprego na Madeira é a mais alta do País no 1.º trimestre
Economia 09 mai, 2018, 13:14

Taxa de desemprego na Madeira é a mais alta do País no 1.º trimestre

Por regiões, a taxa de desemprego no primeiro trimestre foi superior à média nacional (7,9%) na Região Autónoma da Madeira (9,1%), na Região Autónoma dos Açores (8,9%), na Área Metropolitana de Lisboa (8,6%) e no Norte (8,1%).

A taxa de desemprego caiu para 7,9% no primeiro trimestre de 2018, uma redução de 0,2 pontos percentuais face ao trimestre anterior e de 2,2 pontos em relação ao período homólogo, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A população desempregada, estimada em 410,1 mil pessoas, diminuiu 2,8% (menos 11,9 mil) face ao trimestre anterior, prosseguindo os decréscimos trimestrais observados desde o 2.º trimestre de 2016. Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 21,7% (menos 113,8 mil), ligeiramente inferior à observada no trimestre anterior”, avança o INE.

Por sua vez, a população empregada, estimada em 4.806,7 mil pessoas, “registou uma variação trimestral relativa quase nula (associada a um ligeiro acréscimo de 1,8 mil pessoas) e um aumento homólogo de 3,2% (mais 148,6 mil)”.

Segundo o INE, a taxa de desemprego vem registando diminuições trimestrais desde o segundo trimestre de 2016.

De janeiro a março, a taxa de desemprego dos homens (7,6%) foi inferior à das mulheres (8,1%) em 0,5 pontos percentuais, tendo a primeira diminuído 0,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e a segunda recuado 0,3 pontos percentuais.

Em termos homólogos, a taxa de desemprego diminuiu mais para as mulheres (2,4 pontos percentuais) do que para os homens (2,2 pontos percentuais).

Já a taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi de 21,9%, o valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011, sendo que face ao trimestre anterior diminuiu 1,6 pontos percentuais e em termos homólogos recuou 3,2 pontos percentuais.

O aumento da população empregada verificou-se sobretudo no setor dos serviços (mais 34,2 mil pessoas empregadas que no trimestre anterior e mais 106,2 mil em termos homólogos), sendo que o emprego nas atividades de comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos, transportes, alojamento e restauração “assegurou mais de metade do aumento trimestral (18,4 mil)”.

A diminuição trimestral da população desempregada é explicada por decréscimos ocorridos sobretudo na indústria, construção, energia e água (menos 6,0 mil desempregados), enquanto o recuo homólogo foi mais forte no setor dos serviços (menos 59,9 mil pessoas).

Também o número de desempregados de longa duração (à procura de emprego há 12 meses ou mais) diminuiu 0,3 pontos percentuais face ao último trimestre de 2017 e 1,8 pontos em termos homólogos, atingindo uma proporção de 53,8%.

A taxa de subutilização do trabalho – que engloba o subemprego, os trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego – foi de 15,2%, tendo diminuído 0,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior e 3,0 pontos em relação ao trimestre homólogo de 2017.

Os fluxos trimestrais mostram que, do quarto trimestre de 2017 para o primeiro trimestre de 2018, houve um fluxo líquido positivo do emprego (total de entradas menos total de saídas) de 1,8 mil pessoas.

Abaixo da média nacional situaram-se as taxas de desemprego do Alentejo (7,8%), do Algarve (7,6%) e do Centro (6,3%).

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