Em comunicado, a Secretaria de Economia, liderada pelo democrata-cristão José Manuel Rodrigues, refere que o indicador sinalizou uma descida de 4,96 euros em comparação com os 82,53 euros apurados em julho.
“Trata-se do valor mais baixo desde abril, mês em que o cabaz tinha custado 84,12 euros, invertendo a trajetória de ligeira subida que se verificara em junho e julho”, lê-se na nota.
A secretaria regional sublinha que a quebra no valor global do cabaz foi impulsionada, sobretudo, pela evolução da categoria das carnes, que representa mais de metade do peso do indicador, com 54,07% do total, e que recuou 8,03%, o equivalente a menos 3,66 euros, passando de 45,60 euros para 41,94 euros.
“Entre as restantes classes de produtos, destaque para a queda acentuada nas leguminosas, que caíram 20,13%, ou seja, menos 0,60 euros, bem como para as descidas registadas nas gorduras e conservas, com menos 4,96%, e nos hortícolas, com menos 3,42%”, lê-se no comunicado.
Em sentido inverso, apenas a fruta, com uma subida de 3,92%, e o pão e cereais, com um aumento de 1,85%, encareceram no período em análise, contrariando a tendência geral de baixa.
Ao nível dos produtos individuais, a farinha de trigo tipo 55, em embalagens de um quilograma, foi o artigo que mais encareceu, com uma subida de 26,52%, enquanto o atum em azeite, na lata de 120 gramas, foi o que mais baixou de preço, com uma queda de 20,76%.
“Estas variações contrastantes mostram que, apesar da descida global do cabaz, persistem oscilações significativas em produtos específicos”, indica a secretaria regional.
O CabazRAM foi criado pelo Despacho n.º 147/2026, de 20 de março, e está sob a responsabilidade da Direção Regional do Comércio, Indústria e Qualidade, sendo que a recolha de dados é feita mensalmente, através de observação direta e registo manual em dois estabelecimentos comerciais de referência no Funchal.
A secretaria regional esclarece que, segundo a nota metodológica, os preços registados correspondem ao valor efetivamente pago pelo consumidor no momento da compra, incluindo promoções com desconto direto e imediato, mas exclui vantagens associadas a cartões de fidelização, acumulação de pontos ou vales, e campanhas condicionadas, como a promoção “Leve 3 Pague 2”.
Lusa