Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • RTP Zig Zag
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP Madeira
  • Notícias
  • Desporto
  • Especiais
  • Programas
  • Programação
  • + RTP Madeira
    Moradas e Telefones Frequências Redes de Satélites

NO AR
`Default seletivo` da dívida da Venezuela acentuou a crise económica
Economia 26 nov, 2018, 18:22

`Default seletivo` da dívida da Venezuela acentuou a crise económica

Um ano depois do falhanço do pagamento da dívida pública, a situação económica da Venezuela tem-se agravado e são muitos os emigrantes portugueses e lusodescendentes que se queixam da degradação ainda mais acentuada da crise.

"A Venezuela tem feito alguns pagamentos, mas a situação no país está crítica», afirmou à Lusa o comerciante Francisco Martins, 35 anos.

Em novembro de 2017, a Venezuela entrou em "default seletivo" ao não cumprir com alguns pagamentos a credores, entre eles os títulos da dívida da empresa petrolífera estatal.

Para Francisco Martins, "há que prestar mais atenção e dar mais importância ao aspeto social, inclusive entre a comunidade" porque " há uma degradação geral das condições de vida da população e inclusive uma perda acentuada dos valores e princípios que regem o ser humano".

Gerente de um pequeno restaurante de comida tradicional, o lusodescendente é confrontado todos os dias de "uma dezena de pessoas», na maioria a viver na rua,, que lhe pedem uma "sandes para matar a fome, ou dinheiro para pagar o autocarro".

"É triste ver como, em Sabana Grande e Plaza Venezuela (Caracas), cada vez mais adolescentes andam no lixo à procura de coisas", desabafou.

«Não podemos culpar a crise e o Governo de tudo, porque também somos responsáveis por essa situação", afirmou.

«Por mais esforços e programas que (as autoridades) implementem isto (a crise) está a agravar-se, só com o trabalho conjunto será possível resolver ou minimizar a crise", acrescentou.

Manuel Castro, 40 anos, trabalha na área da informática e percebeu que a crise se acentuou «rapidamente» desde que a Venezuela entrou em ‘default’ e acusa os políticos e os economistas pela "degradação" do país.

"Trabalhei quase 20 anos numa empresa de seguros e há uma semanas houve redução (despedimentos) de pessoal, porque após a reconversão monetária (de agosto último) as coisas agravaram-se e as empresas não podem suportar» os salários, disse.

"Indignado", recorda que, com o que ganhava há um ano, conseguia manter a família (mãe, mulher e um bebé de 18 meses).

"Hoje, a indemnização que recebi da empresa, por 20 anos de trabalho, não chega nem aos 200 dólares, uma quantia insignificante», frisou.

Ainda em Caracas, mas à espera para terminar os estudos de engenharia mecânica para deixar o país, Marcos Baptista, 24 anos, aponta o dedo "aos políticos corruptos" do país, pela crise.

"Na imprensa leem-se muitos negócios que foram feitos de maneira irregular. A Venezuela ficou sem dinheiro, mas tem pago as contas, lentamente. Onde estão os recursos de um país petrolífero? Há muita coisa por explicar e algum dia alguém terá que o fazer", disse.

Cansada da situação, a odontóloga Marta Rodríguez de Fontana vê sinais da crise diariamente no seu consultório, porque as pessoas não têm dinheiro para pagar os tratamentos.

"É preciso castigar os corruptos, mas também ajudar o país a ficar à tona de água. Nenhum programa económico terá sucesso se o primeiro que fazemos é criticar", explica.

Como exemplo, refere que as pessoas se queixam de que as ruas estão cheias de buracos, mas que recentemente o Governo ativou o programa "Caracas bonita" e deu emprego a centenas de jovens para ir reparar as ruas e inclusive plantar árvores e flores.

"O programa começou e ninguém pensou que esses jovens estavam agora a trabalhar. O prioritário foi criticar. Dizer que em tempos de crise a prioridade não era reparar as ruas", concluiu.

C/ LUSA

Pode também gostar

Empresa de intermediação de crédito abriu a primeira loja na Madeira (vídeo)

Empresa de intermediação de crédito abriu a primeira loja na Madeira (vídeo)

DESEMPREGO DESCE NO PAÍS

DESEMPREGO DESCE NO PAÍS

Madeira na Smart Cities Summit 2025 (áudio)

Madeira na Smart Cities Summit 2025 (áudio)

Porto do Funchal com um navio de cruzeiro e dois mega-iates

Porto do Funchal com um navio de cruzeiro e dois mega-iates

Restrições cancelaram reservas em mais de 80%

Restrições cancelaram reservas em mais de 80%

Consequências da retirada das moratórias ainda estão por conhecer

Consequências da retirada das moratórias ainda estão por conhecer

Sonhando anuncia Porto Santo

Sonhando anuncia Porto Santo

Avião suíço chega a Espanha sem malas a bordo

Avião suíço chega a Espanha sem malas a bordo

Japão anuncia sanções contra o presidente da Bielorrússia e o banco central russo

Japão anuncia sanções contra o presidente da Bielorrússia e o banco central russo

Lucros dos CTT crescem 7,6% para 28,3 ME até setembro

Lucros dos CTT crescem 7,6% para 28,3 ME até setembro

PUB

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP Madeira
  • Aceder ao Instagram da RTP Madeira

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar da Apple Store
  • Descarregar do Google Play
  • Redes de Satélites
  • Frequências
  • Moradas e Telefones
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026