Depois de um eletrizante 5-4 em Paris, no jogo da primeira mão das meias-finais, os franceses fizeram valer a vitória no Parque dos Príncipes para ganharem a eliminatória, apesar de em Munique terem tido a vitória na mão.
O jogo na Allianz Arena abriu praticamente com o golo do PSG, pelo Bola de Ouro Ousmane Dembélé, que ‘fuzilou’ a baliza de Manuel Neuer, depois de uma belíssima arrancada de Kvaratskhelia na esquerda, servindo a bola atrasada para o companheiro, aos três minutos.
Em Munique não se assistiu à montanha russa de golos que se viveu em França, com o Paris Saint-Germain, após marcar, a apostar numa estratégia de ferir o adversário quando possível, mas com um jogo solidário e de muita entreajuda.
Do lado do Bayern Munique, foram sempre muitas as dificuldades em furar a ‘teia’ parisiense e até pertenceram ao campeão europeu PSG as melhores oportunidades ao longo de todo jogo, tanto por Dembélé, como por João Neves, com um magnífico cabeceamento, Doue ou Kvaratskhelia.
Na primeira metade, a melhor oportunidade dos bávaros surgiu dos pés de Olise, aos 27 minutos, com a bola a sair por cima da barra da baliza de Safonov, já depois de Nuno Mendes – que viu cedo um amarelo – ter cortado um lance perigoso, aos 15.
À meia-hora de jogo houve polémica na Allianz Arena, com os jogadores do Bayern a pedirem penálti, que o árbitro português João Pinheiro não considerou, bem como o videoárbitro, o italiano Marco Di Bello.
No lance, Vitinha aliviou a bola no centro da defesa e a mesma bateu no braço de João Neves, com o ex-jogador do Benfica sem ver a bola partir.
O mesmo João Neves podia ter marcado pouco depois, mas o veterano e experiente Manuel Neuer, que teve uma série de boas defesas, afastou com a luva o cabeceamento do médio internacional português, aos 34 minutos.
Com menos bola, o Paris Saint-Germain nunca deixou de criar perigo, perante um adversário com enormes dificuldades para assustar na área contrária, muito pelo compromisso dos parisienses, quase sempre com um homem para a sobra.
Após o intervalo, e com o Bayern Munique ‘obrigado’ a recuperar de dois golos, face ao resultado da primeira mão, foi, uma vez mais, o PSG a assustar os adeptos nas bancadas em Munique, com um remate ao poste mais distante, que Neuer afastou, aos 57.
Doue também ameaçou minutos depois, aos 64, após arrancada na direita, e, com o avançar do relógio, o treinador dos bávaros, Vincent Kompany, ainda tentou balancear a equipa, com várias mexidas, uma das quais o ‘agitador’ Alphonso Davies.
Sem nunca abdicar da possibilidade de um segundo golo, foram os parisienses que voltaram a poder marcar, com Kvaratskhelia a falhar o remate, aos 79, ‘raspando’ apenas na bola, que acabou intercetada por Kim, entrado para o lugar de Tah.
Apesar de o Bayern até ter tirado Upamecano, ficando sem os dois centrais que iniciaram o jogo, a estratégia bávara esbarrou sempre na organização parisiense, tirando o momento do golo do empate.
Já nos descontos, com Marquinhos – em grande dificuldade física -, a estar um passo à frente e a deixar Kane nas suas costas, o goleador inglês não desperdiçou o 1-1, aos 90+4, e quando só havia mais um minuto para jogar.
O Paris Saint-Germain, que na última época sagrou-se pela primeira vez campeão europeu, com uma goleada ao Inter de Milão (5-0), vai agora defrontar na final desta edição o Arsenal, em jogo agendado para 30 de maio, na Arena Puskás, em Budapeste.
Os ‘gunners’ apuraram-se na terça-feira, depois de vencerem em Londres o Atlético de Madrid (1-0), após um 1-1 no primeiro jogo, na capital espanhola.
Em Budapeste, será uma final inédita entre Paris Saint-Germain e Arsenal, que, na história europeia, se defrontaram sete vezes, as últimas na edição da ‘Champions’ do último ano, com os franceses a vencerem os dois jogos, 1-0 em Londres e 2-1 em Paris.
Lusa