A fase final do Europeu decorre repartida por quatro países – República Checa, Suécia, Turquia e Azerbaijão -, envolvendo 24 seleções, distribuídas por quatro grupos na ronda preliminar, que apura os quatro primeiros para os oitavos de final.
Integrada no Grupo C, ainda com Países Baixos (bronze em 2023 e sexta do ranking mundial), Bélgica (11.ª do mundo), Roménia e Espanha, a seleção portuguesa está determinada a provar que a presença no Europeu é um trampolim, e não um destino final.
“É um grupo extremamente competitivo. O Azerbaijão terá a vantagem de jogar em casa e será o nosso primeiro adversário, num ambiente que se prevê exigente. Será um teste imediato à nossa capacidade competitiva e à personalidade da equipa”, defendeu o selecionador Hugo Silva.
Portugal, que se apurou para o Europeu como um dos melhores segundos classificados da fase de qualificação, enfrenta um desafio complicado, mas o treinador Hugo Silva encara o grupo de alto nível não como um obstáculo assustador, mas como o parâmetro máximo para a evolução contínua da sua equipa.
“Os Países Baixos atingiram os quartos de final da VNL [Liga das Nações], o que demonstra a qualidade do voleibol que vamos enfrentar. A Roménia e a Espanha são adversários que conhecemos bem e com quem já competimos em diversas ocasiões, embora ainda não tenhamos conseguido vencer”, sustentou.
Hugo Silva é claro ao assumir a renovação como “uma linha de rumo contínua” e assume o grupo como “um espelho da evolução da equipa”, destacando a natureza estratégica dos confrontos que se avizinham.
“A renovação da seleção não é apenas uma opção; é uma necessidade. A integração de atletas mais jovens faz parte da estratégia para aumentar a competitividade da equipa e preparar o futuro”, explica o selecionador.
Para Hugo Silva, “o voleibol feminino português ainda procura reduzir a distância para as principais seleções europeias e esse caminho faz-se dando oportunidades, acelerando o crescimento das atletas e criando uma base cada vez mais sólida para o futuro”.
Esta mudança estrutural trouxe um renovado sentido de resiliência e maturidade ao grupo, qualidades que Hugo Silva acredita serem vitais no palco do Campeonato da Europa.
“Estamos conscientes de que evoluímos significativamente nos últimos anos, mas também sabemos que as exigências internacionais estão em constante crescimento”, observou o treinador português.
Para Hugo Silva, “manter este nível e continuar a progredir significa continuar a procurar novas soluções, a desenvolver mais talentos e a criar uma cultura competitiva que permita à seleção nacional consolidar-se de forma consistente”.
“O que mais me satisfaz é a atitude que este grupo demonstrou. Nos últimos dois anos, estas atletas revelaram uma extraordinária disponibilidade para trabalhar, aprender e superar dificuldades. Esta ambição faz-nos acreditar que podemos enfrentar desafios desta envergadura com crescente confiança e consistência”, frisou.
O treinador continua “a olhar para o futuro com otimismo”, sem nunca perder de vista a dimensão do caminho que a seleção tem ainda de percorrer para estar presente regularmente nas grandes competições internacionais.
Após a estreia com o Azerbaijão, Portugal prossegue a sua participação defrontando a Bélgica (domingo, 21 ago), os Países Baixos (segunda-feira, 22 ago), a Espanha (quarta-feira, 26 ago) e encerra a fase preliminar frente à Roménia (quinta-feira, 27 ago).
Hugo Silva convocou Amanda Cavalcanti, Joana Garcez e Raissa Cassamá (centrais), Matilde Calado e Rita Campos (líberos), Júlia Kavalenka e Maria Reis Lopes (opostas), Ana Figueiras e Mariana Garcez (distribuidoras), e Ana Rui Monteiro, Alice Clemente, Inês Campos, Margarida Maia e Joana Milho (zona 4).
Em 2019, na estreia em Europeus, Portugal perdeu os cinco encontros disputados, com Itália (0-3), Polónia (0-3), Eslovénia (0-3), Bélgica (1-3) e Ucrânia (0-3), ficando-se pela fase de grupos.
Lusa